O programa Angola Investe permite que as micro, pequenas e médias empresas, tenham acesso a financiamentos bancários com baixos custos financeiros, através de juros bonificados e com garantias públicas, lembrou esta semana, em Luanda, a secretária de Estado da Economia, Laura Alcântara Monteiro.

De acordo com a secretária de Estado que falava no workshop sobre “financiamento às infra-estruturas, à agricultura e agro-indústria”, os bancos que participaram no programa Angola Investe aprovaram cerca de 250 financiamentos, com um valor aproximado de 50 mil milhões de kwanzas, tendo o sector da agricultura, pecuária e pescas beneficiado de 90 milhões de dólares.

No âmbito do Angola Investe, destacou a iniciativa do sector bancário que dá um suporte de acompanhamento específico em empresas que actuam na produção de ovos, frangos e leite, para facilitar o acesso ao seu financiamento.

“O Ministério da Economia tem trabalhado no desenvolvimento de políticas de fomento do sector cooperativo que facilitarão o acesso ao financiamento a essas entidades”, garantiu.

Disse que a proposta da lei das cooperativas está em fase final de apreciação a nível do Executivo e poderá facilitar a obtenção de financiamentos na banca, bem como aos recursos de outros mecanismos modernos de financiamento, como a omissão de obrigações aos títulos de investimento.

“As zonas económicas especiais (ZZE), que podem ter fins agro-industriais, surgem como outro instrumento de suporte às respectivas actividades e devem estar dotadas de infra-estruturas de elevada qualidade financiada pelo Estado ou por investidores privados, facilitando, assim, a implantação de unidades produtivas”, considerou.

Na ocasião, a secretária de Estado disse que o Executivo angolano definiu um programa de aceleração da diversificação da economia nacional, que prevê a criação de programas dirigidos a determinados sectores onde se pretende criar condições ideais para que as fileiras produtivas possam florescer.

Entretanto, os sectores da agricultura e da agro-indústria têm uma grande importância, tendo em conta o seu papel na criação do emprego e na segurança alimentar das famílias, de acordo com Laura Alcântara Monteiro.

Segundo a secretária de Estado, assegurar ou adequar financiamento do sector e o desenvolvimento de infra-estruturas que potencia o seu desenvolvimento é um desígnio nacional.

Laura Alcântara Monteiro disse que as instituições financeiras multilaterais, em particular o BM, têm sido parceiras do Governo de Angola no financiamento de infra-estruturas fundamentais para o desenvolvimento da actividade económica nacional.

“Importa, agora, conhecer melhor os produtos e soluções financeiras disponíveis para atender às necessidades do sector empresarial privado nacional e às suas condições de acesso, alargando-se, assim, a oferta de soluções para o financiamento de sectores fundamentais da economia nacional, como agricultura e agro-indústria.

De acordo com Laura Alcântara Monteiro, o Banco de Desenvolvimento Angola (BDA) e os bancos comerciais do país têm um papel essencial no direccionamento de recursos financeiros para o desenvolvimento de infra-estruturas de transporte, logística e de irrigação, bem como para a actividade empresarial na agricultura e a agro-indústria.

Os recursos no sector agro-industrial podem ser alavancados através de parcerias com as instituições multilaterais.

A responsável acredita que este workshop permitirá analisar em profundidade as oportunidades existentes e eventualmente lançar as bases para parcerias profícuas e ainda um conjunto de instrumentos e soluções para o financiamento de infra-estruturas no sector agrícola e da agro-indústria.

Segundo a interlocutora, Angola necessita de incrementar o investimento nos sectores fundamentais da actividade económica, incentivando os operadores privados a investir e agregar recursos aos que têm sido aplicados pelo Estado.

No acto, a secretária de Estado referiu-se sobre as políticas transversais do fomento económico que o Executivo está a implementar e que se relacionam directamente com o tópico do workshop.