O presidente da Comissão Executiva da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), José Gualberto Matos, considera que a problemática do alargamento da concorrência no sector das telecomunicações deve merecer um estudo profundo por parte do Instituto Angolano das Comunicações (Inacom).
Justifica que um dos impactos mais significativos com a abertura do mercado “é que os novos operadores vão combater o operador incumbente, sendo a Unitel que será atacada nas cidades, o que poderá levá-la a uma redução do investimento no interior do país”.
José Gualberto Matos que falava recentemente em Luanda durante o II fórum “Fim do duopólio móvel: o dia seguinte”, referiu ser importante garantir que a abertura da concorrência não destruirá o serviço universal que o país dispõe actualmente.

Estatística
Por sua vez, o administrador do Inacom, António Moniz fez saber que o país conta com 13 milhões de consumidores dos serviços móvel, 4,5 milhões de serviços de internet, sendo os que mais crescem nos últimos anos.
“Para o serviço da rede fixa existem quatro operadores, dois móveis, cinco de internet e três de televisão”, disse.
Explicou que os objectivos para o desenvolvimento do sector das Telecomunicações previstos no Plano do Governo 2017-2022 visam assegurar uma infra-estrutura base de excelência, entre outros.