Dois milhões 566 mil 292 metros cúbicos de gnaisse, burgau, areia, gesso, calcário, rochas asfálticas e quartzo foram produzidos nos últimos 18 meses, na província do Bengo, informou em Caxito, o director do gabinete provincial do Comércio, Indústria e Recursos Minerais, Manuel Fernando.
O responsável que falava sobre a situação actual do sector mineiro na província, no quadro do 1º fórum provincial sobre os recursos minerais, disse que destas quantidades produzidas, pelas empresas mineradoras, foram comercializadas um volume na ordem de 2,1 milhões de metros cúbicos de minerais, que resultaram numa receita bruta de 2,8 mil milhões de kwanzas.
O responsável frisou igualmente que do montante arrecadado, em impostos, 57,4 milhões de kwanzas foram para os cofres do Estado. Segundo Manuel Fernando, a instituição controla 32 mineradoras, das quais 21 se encontram em funcionamento e 11 paralisadas por dificuldades financeiras. Destas empresas, 18 estão na exploração de Gnaisse, burgau e areia (5), enquanto gesso, calcário, rochas asfálticas e quartzo) com uma cada.
O responsável apontou as localidades de Caxito, Mabubas, Barra do Dande, Panguila, Libongos e Quicabo (município do Dande) como sendo os maiores pólos de extracção mineira da província, “estando em prospecção o ouro nos municípios de Nambuangongo, com cinco quilómetros quadrados de extensão e na comuna do Piri (Dembos), com 1.738 quilómetros quadrados”.
Neste mesmo período, de acordo com o responsável, o sector gerou 363 postos de trabalho, dos quais 223 são nacionais.
Manuel Fernando defendeu igualmente a necessidade de se melhorar os mecanismos de controlo por parte do Estado, no que concerne ao pagamento do imposto royalties, face à possível prática da sonegação da quantidade e preço dos produtos comercializados, com a instalação de programas informatizados instalados nas unidades de peso das mineradoras.
Assegurou que as empresas devem continuar a projectar uma mineração cada vez mais sustentável, não só capaz de gerar crescimento económico, como também melhorar as condições de vida da população e minimizar as suas externalidades ambientais.
A governadora do Bengo, Mara Quiosa, defendeu a necessidade dos empresários do sector cumprirem com as suas responsabilidades sociais nas
suas zonas de exploração.