As empresas que operam seguros do ramo vida ou as sociedades gestoras de fundos de pensões constituem portas de acesso privilegiado para o branqueamento de dinheiros adquiridos por via ilícita, afirmou, esta semana, em Luanda, o presidente da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (Arseg), Aguinaldo Jaime.
Para que essas empresas, supervisionadas pela Arseg, não sejam instrumentalizadas, no sentido da realização de operações suspeitas, Aguinaldo Jaime recomendou-as a redobrar a atenção ao fenómeno do branqueamento de capitais.
O gestor, que falava na abertura do workshop sobre o “Combate ao Branqueamento de Capitais no sector de seguros e de fundos de pensões”, incumbiu às entidades operadoras de seguros, em caso de operações suspeitas, levarem ao conhecimento da Unidade de Informação Financeira (UIF) que, por sua vez, e se for caso, tratará de accionar as autoridades policiais e judiciais competentes para a tomada de medidas pertinentes.