O preço do gás de cozinha está a ser especulado nos principais mercados informais do Huambo, devido à escassez deste produto, que se regista há mais de duas semanas nos circuitos legais e formais da província.
Devido à escassez, uma botija cor de laranja de 12 kg está a ser comercializada entre 2.000 a 2.500 kzs no mercado informal e nos circuitos restritos, contra 1.200 kzs do preço oficial.
Há mais de duas semanas que conseguir gás de cozinha tornou-se difícil, principalmente as garrafas de 12 kg.
Numa ronda feita pelo Jornal de Angola, os cidadãos Bernado Alfredo e Maria Madalena, residentes nesta cidade, mostraram-se agastados com a situação, e pedem maior fiscalização para acabar com a onda de especulação.
“Não há gás nos postos habituais, quando aparece é conseguido à custa de muita luta por causa do esquema montado para favorecerem amigos e parentes e nem todos têm dinheiro suficiente para recorrer à candonga”, desabafou a cidadã Maria Madalena.
Os revendedores dos mercados informais como Kapango, Cacilhas, Alemanha e São Luís afirmaram que a escassez do gás de cozinha deve-se ao fraco abastecimento do produto pela empresa subsidiária da Sonangol, por isso dizem aproveitar a oportunidade para especular os preços, enquanto se registam enormes filas nas poucas agências autorizadas de venda na cidade.