Catarina Marques denunciou que os problemas operacionais e financeiros da mina começaram em 2013, depois de o grupo Ascom ter deixado de ser o principal do projecto Luó.
Perante estas dificuldades, sublinhou ser necessário a adopção de medidas imediatas e eficazes, fundamentalmente para definir o futuro do projecto, garantir a continuidade das operações e a manutenção dos postos de trabalho.
Destacou, por isso, o apoio institucional da Endiama, tanto na resolução das contingências fiscais em curso, como na problemática da saída da Alrosa e as suas incidências na situação operacional da empresa.
Lembrou, que a expectativa do projecto Luó, aquando da sua constituição em 2003, era de gerar receitas consideráveis, segundo o estudo de viabilidade apresentado na altura, pelos investidores, que estimaram as reservas da chaminé de Camatchia na ordem de 140 milhões de toneladas de minérios e cerca de 18 milhões de quilates de diamantes.
Mas o estudo de optimização da mina, realizado em 2011 e 2012, constatou que as reservas economicamente viáveis, apontavam para apenas 22 milhões de toneladas de minérios e cerca de dez por cento do volume de diamantes a recuperar, sustentou a PCA do projecto Luó.
Essas reservas são insuficientes para manter a continuidade das operações com a estrutura de custos existentes, advertiu.
O projecto Luó foi constituído em 2003 e, passados 15 anos da sua existência, tem apenas empreendido grandes esforços, fundamentalmente, nos últimos 5 anos, para a sua sobrevivência e garantir a manutenção de cerca de 400 trabalhadores nacionais.