O governante, que falava no seu primeiro encontro com a classe empresarial local, admitiu a existência de dificuldades no sector empresarial, porém prometeu envolver todos que demonstrem capacidade de execução nos projectos do governo para potenciar as empresas e criar riqueza.
O responsável manifestou-se satisfeito com a presença massiva dos homens de negócios, nomeadamente industriais, comerciantes, agricultores, criadores de gado, entre outros, por notar a necessidade de inclusão na solução dos problemas de Benguela.
Rui Falcão que auscultou mais de 20 intervenções, todas apontando dificuldades e enfatizando o espírito de abertura patenteado com a convocação dos empresários da província, disse que o executivo quer ajudar a abrir algumas portas, mas os projectos devem ser credíveis para que tenham a aprovação, cuja prioridade absoluta é envolver, em primeira instância, as empresas da província nos projectos de investimentos públicos, muito reclamados pelos empreiteiros locais.
“Não tenho inveja dos ricos, espero que os nossos ricos se enriqueçam mais, mas que essa riqueza sirva a sociedade,
sem jogo sujo”, afirmou.
Assegurou que vai trabalhar à semelhança daquilo que fez no sector das pescas do Namibe, mas exigiu credibilidade dos projectos, de modo a facilitar os processos.
“Não sei governar sem diálogo, sem equipa, não sei governar no gabinete e meus colaboradores são responsáveis pelas áreas de que respondem, por isso disponham de mim sempre que possível, pois não sei esperar por audiências”, esclareceu o governador, insistindo na necessidade de união de pensamento e de acção.
Rui Falcão tranquilizou os presentes, afirmando que vai conceder primazia ao empresariado local nos projectos do Estado e terá como preferência o binómio “custo/qualidade” na inclusão dos empresários aliando sempre o custo à qualidade.
Quanto às debilidades no processo de fornecimento de corrente eléctrica, uma das dificuldades levantadas, por encarecer o processo de produção, informou que nesta segunda-feira trabalhou, duramente, com o ministro do pelouro, João Baptista Borges, no sentido de encontrarem uma solução para essa situação.