O Governo aprovou nesta, quarta-feira, o contrato de empreitada celebrado entre o Instituto Nacional de Habitação e a empresa espanhola Aretech Urbanismo Sostenible para a construção de quatro mil e 400 habitações sociais nas províncias de Luanda, Cunene e Zaire.

O prazo para a execução da obra é de 24 meses e destina-se às famílias de média e baixa renda. A prioridade recai à população sinistrada pelas cheias, os desalojados, os jovens e os antigos combatentes.

Segundo o ministro do Urbanismo e Habitação, José Ferreira, em declarações à imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, do total de habitações do tipo T2 e T3, duas mil serão construídas no município de Viana (província de Luanda), e as restantes nas províncias do Zaire e Cunene.

O projecto está enquadrado no Programa Nacional de Habitação, que compreende a construção de um milhão de fogos habitacionais.

“Vamos começar na província do Cunene onde temos aprovado o projecto de urbanização e as áreas localizadas. Acreditamos que vamos enquadrar a população beneficiária na execução da sua própria casa”, disse o ministro.

De acordo com José Ferreira, nesta primeira fase, na província do Cunene serão beneficiadas as vítimas das cheias.

“Estamos a concluir o nosso cronograma de acções que vai definir metas a atingir no final de cada ano até 2012. Este é o pontapé de saída, mas ao longo do processo teremos outros programas que serão executados em parceria com o sector privado”, finalizou.

Reforço do financiamento chinês à habitação

O apoio financeiro ao Programa de Urbanismo e Habitação do Governo angolano para a construção de cerca de um milhão de casas em quatros anos foi tema de discussão nesta quarta-feira, em Luanda, entre o primeiro-ministro de Angola, António Paulo Kassoma, e o embaixador chinês no país, Zhang Bolun, durante a audiência que o governante angolano cedeu ao diplomata do país do sol nascente.

O facto foi dado a conhecer à imprensa pelo diplomata chinês à saída da referida audiência com o primeiro-ministro.

De acordo com Zhang Bolun, durante o encontro foi discutido o programa de relançamento e desenvolvimento da agricultura em Angola.

Bolun disse que não foi determinado o montante necessário a implementação dos dois programas, estando dependente da apresentação de um “projecto concreto” para se determinar a quantia a disponibilizar e se encontrar um parceiro para apoiar os

projectos.

Referiu ser interesse do seu país cooperar na construção de portos, aeroportos, pontes e nos sectores das telecomunicações e agricultura.

O encontro foi presenciado pelo ministro do Urbanismo e Habitação, José Ferreira, e o assessor económico do primeiro-ministro, António Furtado.

De recordar que, a construção de um milhão de habitação constitui um dos principais desafios do Governo angolano,proposto no seu programa de acção 2008-2012, e visa a reduzir o défice habitacional além de oferecer melhores condições de vida a população.

Para a implementação do mesmo projectio, o governo angolano criou a Comissão Nacional de Urbanismo e Habitação, coordenada pelo primeiro-ministro, António Paulo Kassoma, e integrada por outros ministérios e técnicos do sector.