O Governo angolano, por intermédio da empresa pública Angola Telecom, e quatro empresas privadas do sector de telecomunicações, formalizaram nesta quinta-feira a escritura pública da criação de um consórcio denominado “Angola Cable” para construir e gerir a rede de cabo submarino.

Para a conclusão da rede de fibra óptica, o consórcio vai fazer um investimento de USD 90 milhões, dos quais a Angola Telecom detém 51 porcento e 49% repartidos pelas empresas privadas Mundo Startel, Unitel, Mercury e Movicel.

A rede de cabo submarino em fibra óptica vai permitir que Angola esteja ligada, no domínio das telecomunicações, a vários países africanos, assim como à Europa.

O consórcio Angola Cable, com um capital social avaliado em cinco milhões de dólares norte-americanos, começará a funcionar efectivamente em 2011.

Ao falar à imprensa à margem da cerimónia de subscrição, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José de Carvalho da Rocha, deu a conhecer que o consórcio vai definir o acesso à rede de cabo submarino.

O presidente do Conselho de Administração da Angola Telecom, João Avelino, referiu que a empresa liderou o processo de criação e de constituição do consórcio como accionista maioritária e que a rede de cabo submarino trará ao país inúmeras vantagens no domínio das telecomunicações.

Já o director da operadora de telefonia Unitel, que detém 31 porcento do capital, disse que com esse projecto de criação de infra-estruturas de telecomunicações Angola vai ter maior representação nesse domínio.

Salientou também que o consórcio Angola Cable permitirá acesso de vários operadores à rede de telecomunicações.

Na mesma senda, o presidente do Conselho de Administração da empresa Mundo Startel, Manuel João Bernardo, disse que a corporação detém três porcento do investimento do projecto e que a rede permitirá o desenvolvimento do sector das telecomunicações no país.