António Eugénio

Contribuir para o aumento da oferta de energia eléctrica para satisfazer as necessidades de consumo induzidas pelo processo de reconstrução nacional e pelo desenvolvimento económico e social do país é a meta do Governo para os próximos três anos. Neste domínio, o Executivo angolano possui um programa de desenvolvimento bastante ambicioso para colmatar o défice de energia eléctrica existente no país. Até 2012, deverá ser electrificada a maior parte das zonas carenciadas, estando previsto o fornecimento de energia a 60% nas áreas peri-urbanas (envolvente das áreas urbanas, sem planeamento urbanístico) e a 100% nas zonas urbanas (capitais de província e outras localidades), enquanto nas áreas rurais a aposta será de 30%.

Construção de barragens

Para a prossecução do programa, serão reabilitadas e construídas novas barragens e centrais hidroeléctricas, nomeadamente de Cambambe, alteamento e 2ª central, Mabubas, Laúca e Caculo Cabaça, no Sistema Norte, e, no Sistema Centro, Lomaúm, Biópio e Ngove, assim como no Sistema Sul, a barragem da Matala, Jamba-ya-Mina, Jamba-ya-Oma e Baynes. Em relação ao transporte de energia, serão ser construídos sistemas associados às novas centrais hidroeléctricas e à integração das províncias do Uíje e Zaire, no Sistema Norte, e nas províncias do Huambo e Bié, bem como a construção das interligações Norte-Centro e Centro-Sul do país. Em relação à distribuição, o Ministério da Energia prevê a reabilitação e expansão das redes eléctricas de média e baixa tensão e a iluminação pública nas cidades capitais de províncias e outras localidades municipais com reconhecido desenvolvimento social e económico.

Fontes renováveis de energia

Está prevista a construção de pequenas centrais nos sistemas isolados (Chiumbe-Dala, entre Lunda-Sul e Moxico, Mbridge-Zaire, Luquixe, 2ª central - Uíje, Andulo e Cunje-Bié. E a implantação de aldeias-solares nas províncias do Huambo, Bié, Lunda-Norte, Malanje e Zaire. Neste momento, encontra-se em pesquisa o potencial eólico de Angola para a produção de energia eléctrica e instalação de parques a eólicos experimentais em Cabinda, Huambo (1 MW) e Namibe (4 MW).

O valor do Programa de Investimentos Públicos (PIP) aprovado no OGE na versão de Outubro de 2008 está em 92.623 mil milhões de Kwanzas.

Leia mais sobre energia em Angola no Jornal de Economia & Finanças desta semana, que já está nas ruas