O Governo angolano quer recuperar o investimento feito na construção dos 66 estabelecimentos comerciais sediados apenas em Luanda. A recuperação das infra-estruturas será feita através de concurso público depois de se efectuar o diagnóstico dos estabelecimentos, para serem entregues a novos gestores. A garantia foi dada pelo titular da pasta do Comércio , Joffre Van-Dúnem Júnior, quando falava à margem de uma visita de campo efectuada às infra-estruturas comerciais com contratos de exploração.
Segundo o governante, grande parte destas unidades não pagavam rendas, nem estavam registadas como património do Estado.
“Por isso, foi criada uma outra comissão a nível dos Ministérios das Finanças e do Comércio para tratar do registo comercial à favor do Estado”.
O ministro referiu, que os patrimónios que foram erguidos em espaços privados, o tratamento a ser dado é que seja recuperado o investimento e no caso das propriedades estatais poder-se-ão ser revistos os contratos e adequá-los em função do novo paradigma económico.
“Muitos reclamam que as rendas são altas, mas não, porque com a desvalorização da moeda os valores baixaram”, disse.
Por isso, acrescentou que, para aqueles espaços fechados cujos gestores mostrarem garantias e fiabilidade lhes será dado o prazo de três meses para a reabertura e os que não conseguirem verão os seus contratos de exploração e gestão cessados.

“Nosso Super”
Em relação a cadeia “Nosso Super” que possuiu 32 lojas, o governante disse que continuam a ser geridos pelo grupo Zara, mas também será avaliado junto desta entidade os moldes do contratos, que previa a isenção de pagamento que terminou em Janeiro deste ano.
Por seu turno, o director-geral do Nosso Centro, Roberto Justo, disse que um dos grandes constragimentos tem sido o incumprimento no pagamento da renda por parte dos logistas.
Avançou que das 105 lojas, 80 estão arrendadas cujo pagamento varia entre 80 a 1oo mil kwanzas/mês de acordo as dimensões do espaço.