As micro, médias, pequenas e grandes empresas privadas angolanas vão contar, a partir de agora, com o apoio de uma empresa de direito angolano na elaboração e implementação de vários projectos no domínio económico nacional.
Trata-se da empresa Tchitue Living One Business vocacionada para prestação de serviço na área de gestão hospitalar e empresarial, que vai pela primeira vez, instalar no país um fundo, num valor não especificado, para ajudar o empresariado nacional e também evitar os constantes transtornos de busca de parceiros externos.
Este fundo, além de responder às necessidades empresariais de Angola, vai também atender outros países de África.
“Nós vamos criar o fundo em Angola. A nossa instituição já está a identificar alguns serviços como a elaboração de estudos de viabilidade, serviços arquitectónicos e concessão de terras. Temos desenhado um “conceito” para responder ao empresariado nacional”, disse à Angop, o presidente do Conselho de Administração da empresa, José Tchiambula Tchitue.
“A agricultura, saúde, educação e indústria transformadora constituem neste momento as áreas prioritárias, por isso, o contributo está focado nesse segmento para ajudar o empresariado nacional”, disse.
Referiu que o fundo vai facilitar o empresariado nacional e numa primeira fase será instalado em Luanda, para em 2018 estar em pelo menos seis províncias de Angola.
“Nós vamos trabalhar por áreas, pois a nossa grande linhagem está identificada. Se tivermos outros projectos credíveis, vamos avançar. Não vamos ficar limitados nas áreas prioritárias”, sublinhou.
Com um “know- how” externo para garantir o financiamento, disse, o desafio é nos próximos cinco a sete anos mostrar aos mercados externos que os angolanos também têm capacidade para fazer.
“Nós já começamos a trabalhar. Temos todos os serviços, mas é tudo por correspondência. Nós pegamos nos processos depois de bem analisados encaminhamos para Florida, EUA”, pontualizou.
Neste momento, a empresa tem recebido diariamente cinco processos de estudo de viabilidade, um número considerado credível e aceitável pela instituição.
Nos próximos dias a empresa pretende realizar um fórum internacional com o objectivo de divulgar as suas valências.

Complexo clínico
Um Complexo Clínico de Saúde orçado em cerca de 120 milhões de dólares norte-americanos será erguido a partir de 2019 em Luanda, com o objectivo de acudir o défice existente nos domínios da educação, saúde e indústria.
A ser construído no perímetro da via expresso, numa área de 350 mil metros quadrados, o projecto cujas obras terão a duração de um ano e sete meses, prevê iniciar os primeiros trabalhos em Fevereiro de 2019.
O complexo foi desenhado para albergar um centro de hemodiálise com 298 monitores, dois laboratórios (para produção de medicamentos naturais e químicos), uma universidade para leccionar e fazer a manutenção dos médicos, um instituto superior para formação de médicos naturalistas e um restaurante com consulta.
A clínica terá serviços de medicina convencional (curativa) e preventiva (natural), para ajudar a reduzir no país a taxa de mortalidade e também fazer com que os angolanos deixem de se deslocar ao exterior à procura de soluções para várias patologias.
Outras fases do projecto
O projecto que será suportado por um financiamento externo proveniente da Florida, Estados Unidos da América, prevê na segunda fase orçada em cerca de 375 milhões de dólares, a construção de clínicas de média dimensão nas 18 províncias do país. A terceira fase que contará com um valor mais acrescido, cerca de 18 mil milhões de dólares, prevê a instalação de clínicas nos países de língua portuguesa.
“Todo o financiamento vem da Florida. Nós teremos um “know how” externo no qual cerca de 70 por cento já está garantido e é proveniente de Cuba, Espanha, EUA, Brasil, Israel e Portugal”, apontou.
A par disso, a Tchitue mentora do projecto, pretende também colocar em cada centralidade existente no país um consultório médico para responder à máxima de que os postos de saúde devem estar próximo da população.
Informou que as clínicas terão um programa denominado “Nutrir Angola”, onde cada família será médica de si mesma.
Além deste, terá um plafond denominado “Adesão ao combate à pobreza”, que consistirá no apoio a todas as pessoas que vivem com uma renda de 300 a 500 kwanzas. Essas famílias serão cadastradas e terão direito a um cartão de pobreza, consulta médica grátis, e passarão a levantar um valor de 15 mil kwanzas/mês para a sua sustentabilidade.

Empresários em Bolonha

A  Câmara de Comércio e Indústria de Angola foi convidada a participar de 10 a 12 de Maio de 2017, na Itália na região de Bolonha, na 2ª maior feira de agro-negócios da Europa denominada “Macfrut-2017”. O evento a decorrer num espaço de 40 mil metros quadrados, congregará mil expositores e igual número de compradores, 38 mil visitantes, dos quais 25 por cento são estrangeiros. Envolve um conjunto de actividades entre produção de frutas e hortofrutícolas, empresas produtoras de maquinarias, empresas de embalagem e empacotamento, processamento alimentar e outras do ramo do sector  produtivo agrícola. A feira é um certame que reúne grandes produtores da Europa e da região do mediterrâneo inteiramente dedicado ao “sector hortofrutícola”. É um ponto de encontro em que profissionais italianos e do resto do mundo estabelecem parcerias. As empresas angolanas vão colher experiência para a introdução de métodos modernos no processo de agricultura no país.