Yola do Carmo

A empresa libanesa de construção civil Golden Rock, há sete meses em Angola, investiu cerca de USD 3 milhões num projecto imobiliário na capital que contempla a construção de três condomínios nas zonas do Benfica e Morro Bento, cada um deles com 200 casas.

De acordo com o director comercial da empresa, Fábio Elbachouti, o projecto surge no quadro dos vários programas de construção de casas que se vem projectando no país, para garantir melhor habitabilidade para o cidadão.

“O sector de construção está bastante competitivo.Por isso é importante que se ofereçam imóveis com resistência e qualidade. Nós estamos a construir casas onde o cliente possa encontrar conforto”.

Os condomínios do projecto têm diferentes públicos-alvo: no Benfica estão localizados os condomínios de alta e média renda; no Morro Bento, o projecto é de casas de baixa renda.

Crescer em Angola

O material utilizado para a construção destas moradias é adquirido no mercado internacional, especialmente em Espanha e nos Emiratos Árabes.

A empresa também constrói casas sob encomenda nestes três padrões de renda, no local escolhido pelo cliente.

Grande parte dos clientes da construtora solicitam que as suas residências sejam erguidas na zona de Talatona (Luanda Sul), pelo facto de grande parte das imobiliárias estar a crescer naquela zona.

Nesse projecto, o grupo está a construir neste momento residências com arquitetura inspirada pelo estilo de Dubai a pedido de 50 clientes angolanos, de moradias rés-do-chão até cinco andares. “Queremos fazer diferente de outros projectos já em construção, mas, claro, seguindo todos os padrões das mais modernas tecnologias de construção”.

Além da área de habitação residencial com apartamentos dos tipos T1 a T5, a Golden Rock oferece ainda vários serviços, entre os quais ginásio, piscinas e jardins com os acabamentos por completo, e tudo a gosto do cliente.

“A construção de casas ou moradias nas cidades e nas zonas urbanas servem de garantia do bem-estar e desenvolvimento das pessoas”, sustentou.

Segundo Fábio Elbachouti, o grupo garante ser parceiro sério para acompanhar o esforço do Governo na reabilitação das infra-estruturas sociais e económicas do país. “Queremos crescer em Angola para contribuirmos com os projectos do Governo”, frisou. Acrescentou que este projecto se junta a tantos outros levados a cabo para o crescimento e desenvolvimento auto sustentado da província.

Forma de pagamento

A fonte garante que os preços são atractivos comparativamente aos praticados no mercado. As casas são construídas no terreno do próprio cliente.

A fonte revelou ainda que os valores estão a ser determinados a partir de uma pesquisa do mercado imobiliário efectuada pela empresa, mas actualmente, o metro quadrado sai por USD 800.

Clientes satisfeitos

A empresária Cândida Antunes Gambôa, de 42 anos, é mãe de 3 filhos, e viveu 10 anos em casas de renda, onde chegou a pagar USD 900 por mês antes de decidir pela compra da casa. “Viver em casas de rendas quase me levou à falência, porque o dinheiro que tinha de investir no negócio era usado para pagar o arrendamento”, sustentou.

Procurar uma empresa construtora foi uma solução para o seu problema. “Ter casa própria hoje não é fácil porque custa muito dinheiro. Uma moradia depende de muitos factores, como área de construção e de todos os materiais que vai aplicar na casa. Também deve-se ter em conta que mesmo antes de se começar a construir, já se tem muitas despesas, com custos avaliados em USD 70 mil. Preferi então deixar todo o trabalho para a construtora”.