A actividade comercial exercida em garagens, varandas e quintais de residências na província do Huambo, está com dias contados.
O director provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo, Baudílio Vaz, esclareceu que tal actividade é proibida por lei.
O responsável referiu que, em conjunto com a inspecção da direcção e a Polícia Económica, têm estado a trabalhar no sentido de encerrar essas lojas de conveniência implementadas em locais impróprios.
“Para isso, pedimos também o contributo da população para divulgar as irregularidades, denunciar e reclamar através dos canais
criados para o efeito”, disse.
Falando da relação entre a direcção do Comércio e os operadores económicos da província, Baudílio Vaz referiu que a instituição não existe apenas para passar multas e documentos, mas também para apoiar os operadores e ajudá-los no crescimento do negócio e torná-los cada vez melhor, sejam eles pequenos,
médio ou grandes comerciantes.
A direcção do Comércio prevê potencializar os pequenos comerciantes, através da mediação, junto dos grandes empresários locais.
“Queremos fazer junto dos grandes operadores grossistas da província que haja o fornecimento de produtos à consignação aos pequenos comerciantes, de forma a ultrapassar as dificuldades que muitos têm em desenvolver a sua actividade, para serem pagos
a posterior”, disse o director.
Deste modo, os pequenos empresários aumentariam a sua renda, assim como a sua capacidade de negócio e a sua facturação.

Lojas rurais

Com vista a fomentar o comércio nas comunidades, o Governo do Huambo pretende implementar, a partir de finais deste mês, lojas rurais nas 36 comunas que constituem a província.
A primeira loja rural vai ser lançada na localidade de Chiwaya, comuna da Calima, município do Huambo.
O director do Comércio Hotelaria e Turismo disse que as condições para o início da construção estão criadas, enquanto aguardam confirmações de financiamento, para que até ao fim de Novembro, comecem as obras da edificação da primeira loja rural.
Seguir-se-á a loja rural da comuna do Quipeio, no município do Ecunha e a loja da comuna do Hengue, no Bailundo, enquanto as demais serão
construídas paulatinamente.
Baudílio Vaz fez saber que as lojas serão controladas pela direcção do Comércio, que capta o investidor que vai apetrechar e será entregue a gestão
a um popular da localidade.
O cidadão, disse, vai firmar um compromisso de liquidação do que foi investido para edificação e apetrechamento da loja.
O custo por loja vai rondar a volta de 1,5 milhão de kwanzas e dois milhões, valor que será canalizado para financiar empresários locais, o que quer dizer que vai ter que ser devolvido a entidade que vai fazer esse financiamento e a Direcção do Comércio vai apenas servir de mediadora.
O responsável referiu que por serem lojas implementadas no campo, serão utilizados os dois sistemas de comércio como a venda directa ou monetária e a permuta ou troca, tendo em conta as necessidades da população das zonas rurais em adquirir produtos comercializados habitualmente nas zonas urbanas.
“Quem não tiver dinheiro em espécie para comprar os produtos, mas tem um quilograma de feijão, milho ou batata e queira, por exemplo óleo ou massa vai à loja e faz essa negociação”, esclareceu.
Ao nível da direcção foram estudadas metodologias para que quando o estabelecimento comercial conseguir arrecadar uma quantidade considerável de produtos do campo, sobretudo na base dos cereais, arranjam formas de ir buscar esses produtos para comercializar na cidade.
Afirmou que muitos cidadãos e empresários já manifestaram interesse em adquirir milho, para as moageiras e para a ração animal.
O objectivo do projecto é elevar o fomento comercial na província do Huambo, de forma que o camponês não precise se deslocar até à cidade para vender o seu produto.

Exploração de pontos turísticos

Huambo possui um total de 138 pontos turísticos identificados e com um estudo de viabilidade turística feito que oferecem um grande potencial para a captação de visitantes e turistas na província.
O director Baudílio Vaz referiu que a principal desvantagem reside no facto dessas zonas não estarem a ser exploradas e, apesar da sua beleza natural, dificultam um pouco a atracção de turistas.
Estes 138 pontos turísticos estão à disposição de qualquer empresário que esteja interessado em explorar e qualificar estes espaços. Falta bar, pousada e ambiente próprio para acolher os visitantes.
“Para ter acesso a esses espaços basta apenas se dirigir à Direcção do Comércio a manifestar interesse em explorar um espaço e nós faremos o encaminhamento para a solução”, concluiu.

Região

A província do Huambo tem uma área de 35.771 quilómetros quadrados e uma população estimada em cerca de 2.301.524 habitantes. Conta com onze municípios, nomeadamente Huambo, Bailundo, Ekunha, Caála, Catchiungo, Londuimbale, Longonjo, Mungo, Tchicala-Tcholoanga,
Tchindjenje e Ucuma.
Essencialmente voltada para a área da agro-pecuária, que representa 76 por cento da actividade económica da província.
As principais produções de agro-pecuária são citrinos, batata, batata-doce, arroz, feijão, trigo, hortícolas de toda a sorte, gado bovino, cavalar, caprino, suíno e ovino.
Na área de mineração existe o manganês, diamante, volfrâmio, ferro, ouro, prata, cobre, urânio, entre outros.