A Ibersol Angola, detentora dos restaurantes da cadeia de fast food KFC em Angola prevê encerrar as suas contas referentes ao ano de 2017 com uma facturação de quatro mil milhões de Kwanzas, anunciou o director-geral da empresa, Santos Cunha.

Cunha disse que apesar deste crescimento positivo a empresa poderá abrandar os seus investimentos no país em função da actual situação económica e financeira que se vive. O JE soube que no mercado local, a evolução do consumo e a desvalorização da moeda, são apresentadas como as principais incertezas apesar da reduzida dimensão do negócio do grupo neste país.
A estes constrangimentos juntam-se as limitações no montante de divisas disponibilizadas pelo BNA para pagamentos ao exterior, que incrementam significativamente o risco cambial da operação no país.
“Estamos atentos ao desenvolvimento da economia nacional, por isso pensamos que o momento não é o mais indicado para abertura de novos restaurantes da nossa marca”, assegurou Santos Cunha, acrescentado que a exemplo do que está a acontecer com outros sectores, também estamos a viver momentos difíceis.
Sublinhou que ainda assim o actual cenário não os faz perder a esperança e a confiança no mercado, sendo que a ideia é tornar essa crise num desafio todos os dias. “ O balanço das nossas actividades nos últimos anos tem sido sempre positivo a julgar pelo cumprimento do nosso objectivo que é oferecer um produto de qualidade aos nossos clientes”, ressaltou.
Acrescentou mais adiante que a Ibersol tem feito um esforço para que a matéria-prima utilizada nas refeições seja de produção local, mas nem sempre é possível por causa da fraca capacidade de resposta do mercado local. A firma possui nove restaurantes em Angola, sendo oito em Luanda e um  em Benguela.  
O responsável falava durante o acto de entrega de uma doação no valor de 6 milhões de Kwanzas à Caritas de Angola, no âmbito do seu programa de responsabilidade social denominado “Add Hope”.