O Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA) é o novo gestor do Pólo Industrial de Fútila, em Cabinda, que estava desde 2015, sob o controlo da empresa Benfim, que o Estado angolano confiou para a construção das infra-estruturas básicas, incluindo o modelo de gestão e de negócio do projecto, através do Decreto Presidencial nº 70/15.
Após três anos de gestão do projecto, a empresa Benfim não conseguiu dar continuidade à conclusão dos trabalhos da 1ª fase, que compreende a construção das infra-estruturas básicas, como estradas, rede de abastecimento de água, energia eléctrica, edifícios administrativos, esgotos, águas fluviais, iluminação pública, comunicação, estação de tratamento de água potável, resíduos, instalações para serviços de bombeiros e a preparação de lotes para a instalação das empresas no recinto do pólo.
De acordo com o director-geral do Idia, Luís Ribeiro, o objectivo primário da instituição que dirige é concluir os trabalhos da 1ª fase do projecto até ao final do ano em curso para que as empresas se instalem no Pólo de Fútila.
“Vamos trabalhar na criação de condições essenciais para que as empresas industriais se instalem no nosso Pólo de Fútila. Já existem empresas que querem se instalar no recinto e tão logo sejam resolvidos os problemas administrativos iremos imediatamente pedir às empresas para começarem a instalar-se. Estamos convictos que até ao final deste ano teremos empresas já instaladas em Cabinda”, assegurou.
Luís Ribeiro disse que a outra missão do Idia é mobilizar mais empreendedores e empresas para investirem em Cabinda.
“O que estava previsto quando o projecto foi concebido é que todas as empresas que estão no campo de Malongo se instalassem no pólo de Fútila e vamos reiniciar este processo para que esses organismos venham para o pólo”, precisou.
Luís Ribeiro disse ainda que, a instituição que dirige não vai fazer milagres para a conclusão dos trabalhos num curto espaço de tempo, mas pela experiência demonstrada pelos seus técnicos em outras zonas do país, tudo indica que a concretização do Pólo de Fútila será efectivada.
“Apesar das dificuldades financeiras que o país atravessa vamos conseguir concretizar em Cabinda, o funcionamento do Pólo Industrial de Fútila dentro do nosso orçamento”, disse.

Mais-valia
O Pólo de Fútila foi criado em 1996, num valor inicial de 37 milhões de dólares americanos, com o objectivo do desenvolvimento económico autónomo da província de Cabinda da exploração petrolífera.
Localizado na aldeia de Malembo, numa área de 2.344 hectares, o pólo de Fútila possui três fases. A 1ª é destinada à construção de infra-estruturas, enquanto a “B” e “C” vão servir para a construção de Escolas, Hospitais, Restaurantes, Áreas sociais e de Construção de casas de baixa, média e alta renda.
Na 1ª fase do projecto estão reservados 102 hectares para a instalação numa primeira etapa de 56 empresas industriais, principalmente as que estão dentro do campo petrolífero de Malongo. O pólo industrial de Fútila, para além, de garantir o crescimento económico vai absorver mais de 14 mil postos de trabalho, o que irá contribuir na diminuição do índice do desemprego que se regista na província de Cabinda.

Potencialidades vão
atrair investimentos

O vice-governador de Cabinda para a Área Económica e Produtiva, Macário Romão Lembe, disse que o governo local espera “usufruir” do Pólo do Fútila e fazer do mesmo o que estava previsto, dando à província infra-estruturas para albergar indústrias de vários ramos de actividade.
“Temos potencialidades enormes e essas potencialidades devem ser concretizadas em riqueza real. Para que isso aconteça é necessário extrairmos dessas potencialidades bens de produção primária, como nos Sectores da Agricultura, Pecuária, Exploração mineira e florestal”, disse.
Segundo ele, o Governo ao pensar na reactivação dos trabalhos do pólo de Fútila vai encorajar as empresas industriais a se instalarem no perímetro do projecto de Fútila. “Muitas empresas industriais instalaram-se à volta do pólo de Fútila e vai ser necessário buscar outras indústrias que ainda estão dentro do Malongo para ocuparem lotes no projecto”, referiu.
Macário Lembe disse que o governo de Cabinda vai trabalhar arduamente para dar a conhecer aos investidores nacionais, estrangeiros e da região, que o pólo de Fútila já está em condições de albergar as empresas que queiram investir em Cabinda para transformar as riquezas em bruto e comercializá-las, tais como o cacau, o café, o dendém e outros produtos no quadro do Plano Nacional de Desenvolvimento.

Empregos vão ser
criados em Cabinda

O secretário provincial da indústria, Ndubo Paulo, sublinhou que “os novos ventos que se registam no país vão permitir o crescimento da indústria”.
De acordo com Ndubo Paulo, o governo da província e a população de Cabinda esperam que a nova governação dê outro dinamismo para que o projecto do Pólo de Fútila conheça o seu desenvolvimento, para contribuir na diminuição dos índices de desemprego que se verificam na região, principalmente no seio da juventude.
“Estamos convictos de que o arranque efectivo do Pólo de Fútila vai acontecer por ser a principal aposta do Governo central e local”, disse.
O Pólo de Fútila terá igualmente Indústrias de asfalto, Estaleiros de construção civil, Fábricas de produtos de aço e máquinas de produtos metálicos pesados, unidades industriais de produtos de consumo, como, produtos químicos, oxigénio, acetileno,
metalo-mecânica e de tintas.