O país vive agora uma redução das importações, tendo registado no primeiro trimestre deste ano uma queda à volta de 50 por cento da importação, revelou nesta terça-feira, em Luanda, o secretário de Estado da Economia, Sérgio Santos.
De acordo com Sérgio Santos, no segundo trimestre as importações caíram significativamente, com base nessa tendência o país assiste um aumento da produção nacional, bem como uma pressão grande do mercado para o aumento da produção nacional.
Em declarações à imprensa, à margem do Projecto de capacitação e qualificação dos recursos humanos ao abrigo do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), Sérgio Santos sublinhou que o momento actual propicia a produção actual, porque com escassez de divisas dificilmente se consegue recursos cambiais para importar.
Na sua visão, com a correcção do preço do mercado mais dificilmente se consegue importar de forma barata, as importações tornam-se mais realistas, no verdadeiro custo que elas têm.
O secretário de Estado destacou os esforços que o Executivo está a fazer no domínio das infra-estruturas, vias secundárias e terciárias, bem como o Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) como projecto concreto para reduzir a precariedade das
vias terciárias e secundárias.
Disse que criado o espaço para a produção nacional, uma corrente de apoio aos empresários, melhoradas as infra-estruturas, assiste-se uma crescente oferta de produção nacional.
Destacou o facto de no interior do país registar-se com mais normalidade a oferta de produtos de origem nacional, como a galinha, milho, batata, apesar de existir a informação de perdas de alguns produtos pós-colheita, demonstrando que a produção nacional tem estado a aumentar.
“Ainda não estamos nos níveis que desejamos, porque esse aumento da produção vai fazer-se de forma acentuada. Mas conseguimos identificar uma tendência para que se produza mais em Angola”, disse.