O secretário de Estado das Telecomunicações, Mário Oliveira, disse ontem, em Luanda, que o Instituto Nacional das Comunicações (INACOM), enquanto entidade reguladora da actividade de telecomunicações do país, vai instituir uma nova modalidade de aumento de taxas, que não asfixie o cidadão através de aumentos periódicos de preços dos serviços.
Recentemente, o Inacom anunciou que vai proceder, a partir de Abril deste, à actualização faseada de preços dos serviços de televisão por assinatura, devendo a primeira actualização não exceder os 25 por cento do tarifário actual, em parte por causa da pressão das operadores que entenderam subir os preços à revelia.

O governante, que falou ontem à imprensa no termo do workshop sobre os “Índices de acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação no país”, realizado pelo Inacom, disse ainda que os indicadores actuais são preocupantes, mas que
estão em curso um conjunto de iniciativas para reverter o quadro.
No evento, o secretário de Estado das Telecomunicações garantiu que o Governo angolano vai continuar a trabalhar para aumentar a taxa de acesso às tecnologias de informação e comunicação em toda extensão do Território Nacional. “O aumento dos preços não pode apenas ter que ver com a subida galopante dos preços registados no mercado”, disse.

Quadro actual do sector

Por sua vez, o director Executivo do Inacom, António Gonçalves, revelou que o país conta neste momento com mais de seis mil utilizadores dos serviços de internet, mais de dois milhões de subscritores de televisão por satélite e TV cabo os números rondam os 89 mil utilizadores locais. Quanto aos serviços postais, durante o exercício económico 2018 foram registadas mais de 400 correspondências diversas.

Visão do INE

Por outro lado, no mesmo encontro, o director do Instituto Nacional de Estatística (INE) Camilo Ceita afirmou, que os indicadores em termos de acesso às tecnologias de informação e comunicação no país rondam os 13 por cento de acordo com os dados do censo populacional realizado em 2014, uma cifra que considerou preocupante, pelo fraco grau de expansão de utilizadores.
Camilo Ceita acredita que, com o aumento da densidade populacional, que se registou nos últimos anos, os indicadores não registaram uma grande variação dado a crise económica que assola o país. “A penetração neste sector a nível do mundo constitui um desafio para todos países e Angola não pode ser uma excepção”, frisou.