O secretário de Estado da Economia, Sérgio Santos, afirmou que o actual contexto económico do país pode ser superado com ideias inovadoras.
Por isso, apela o sector empresarial privado a fazer mais do que tem feito, para inverter o actual quadro da microeconomia angolana. “Angola está a viver um período de contracção da sua economia, traduzida em crise económica que dura, quanto menos acções forem feitas. Por isso, os angolanos devem fazer mais, para se inverter o actual contexto económico”, disse.
O governante, que falava na abertura do acto que marcou o início das discussões públicas do ante-projecto de Lei do Fomento do Empresariado Nacional, disse que  todas as economias estão marcadas por dois ciclos, o de crescimento e o de contracção.
 Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do Instituto de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Inapem), Arneto Agostinho, salientou que a instituição que dirige trabalha, para ajustar a Lei das Micro e Pequenas Empresas ao actual contexto.
Em declarações à imprensa, o gestor explicou que a meta é adequar a actual lei ao novo instrumento legal e no contexto económico
político e social do país.
Segundo o responsável, a nova lei vai congregar num único documento todos os instrumentos legais relacionados ao investimento, de modo a impulsionar o crescimento económico do país. Arneto Agostinho, explicou ainda que o Inapem vai recolher as contribuições de empresários,  de associações empresariais e de outros parceiros sociais, de modo a obter um produto final que venha contribuir para o crescimento do país.

Empresários
O empresário Carlos Candove disse que a nova Lei deve desencorajar a AGT (Administração Geral Tributária) a taxar as empresas tão logo  são constituídas. No seu entender as empresas precisam primeiro entrar no mercado e só depois de ganhar robustez  devem ficar habilitadas a pagar os impostos.
Carlos Candove explicou ainda que, apesar da ausência de dados estatísticos sobre a matéria em discussão, a realidade mostra que em cada 200 empresas criadas, apenas 10 sobrevivem e ficam depois asfixiadas pelos impostos.
Por sua vez, o secretário para o Intercâmbio e Cooperação da Associação de Gestores e Empresários de Angola, Rui Cruz, disse que a nova lei deve criar cláusulas que obriguem o empresário a converter os fundos resultantes em crédito bancário e bens.