O empreendimento de raiz contou com o patrocínio da Chevron, no quadro do seu programa de responsabilidade social, em parceria com o Governo da Província de Cabinda e o MAPTSS.
Situada defronte ao centro cultural Chiloango, a infra-estrutura comporta uma sala de reuniões, uma copa, cozinha, duas salas de empresas, um guião, uma sala de formação e um gabinete para o director.
A directora de políticas, relações públicas e governamentais da Chevron, Djidi-Ana Diarra, informou que o empreendimento está orçado em mais de 48 milhões de kwanzas, totalmente suportados pela CABGOC e tem garantida a assistência técnica avaliada em um milhão de dólares que visa contribuir para a melhoria do ambiente de negócios em conformidade com as prioridades estratégicas da província na promoção de micro, pequenas e médias empresas.
Entretanto, o Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) está a construir igualmente uma nova incubadora de empresas com o objectivo de receber empresas ou empreendedores do ramo das tecnologias de informação.
De acordo com informações que o JE avançou na sua última edição, neste momento, o projecto encontra-se em fase avançada de construção da infra-estrutura.
O administrador executivo do Inapem, Samora Kitumba, revelou que o projecto está a decorrer a bom ritmo.
Essa incubadora juntar-se-á à outra que já se encontra em funcionamento nas instalações da Zona Económica Especial (ZEE), mas voltada para pequenas e médias empresas do ramo industrial ou que prestem serviço a este sector. “Este ano apostaremos na criação de uma incubadora na área de tecnologias. As empresas ou empreendedores incubados terão a possibilidade de contar com a ajuda de um conselheiro empresarial”.
Além das incubadoras, os centros locais de empreendedorismo e serviços de emprego do Huambo (CLESE), espalhados por algumas províncias, têm servido para a promoção de empreendedores, que recebem formação em várias áreas e acompanhamento semelhante ao das incubadoras.
Com efeito, é por esta razão que o responsável do Clese), Edvaldo Costa, afirmou recentemente que a formação é o factor chave para o sucesso do empreendedor na vida empresarial.
Assim, nos últimos tempos, com a formação e o apoio da incubadora do Clese, regista-se uma diminuição da taxa de mortalidade precoce das empresas, o surgimento de maior número de micro empresas que se instalam e afirmam-se no mercado e o fomento do auto-emprego que impulsiona outros indirectos.
O responsável indicou que, durante o diagnóstico de apoio ao empreendedor, a maioria reclama de falta de financiamento, mas após a formação há uma inversão neste paradigma.
“Hoje, se entrevistarmos 50 por cento ou mais dos empreendedores formados no nosso centro, eles já não vão dizer que o grande problema com que se debatem é a questão financeira, mas sim o factor formação”, disse.
Edvaldo Costa contou que muitos empreendedores, antes da formação, diziam que precisavam de 10 milhões de kwanzas, mas depois chegaram à conclusão de que dispõem de muitos recursos, que muitas das vezes não é necessário utilizar, e desfazem-se desses.
Informou que no módulo da gestão financeira, os formados aprendem várias formas de captar financiamento, realçando que este não deve ser calculado de forma imaginária, mas após a elaboração do plano de negócio que é a última etapa de formação.