Cerca de 250 milhões de kwanzas serão investidos para a realização da 15ª edição da “Expo-Indústria + Projekta”, numa organização conjunta do Ministério da Indústria e a Eventos Arena, com o apoio do Ministério da Construção e Obras Públicas.
A feira que vai decorrer de 14 a 17 de Novembro, em Luanda, na Zona Económica Especial Luanda/ Bengo, sob o lema “Crescer e fazer Crescer”, junta no mesmo espaço cerca de 300 empresas nacionais e estrangeiras, das quais 75 por cento já confirmaram a sua presença, que irão representar segmentos como o dos equipamentos, serviços, construção civil, obras públicas, urbanismo, arquitectura e decoração.
Segundo o administrador do grupo Eventos Arena, Manuel Novais, que falava numa conferência de imprensa, realizada, na passada terça-feira, em Luanda, acto que marcou o lançamento e divulgação da exposição, o preço dos stands para exposição estão orçados entre kz 16.500 e 891 mil. Já os bilhetes para os visitantes vão rondar nos kz 1.500.00.
De acordo com a organização, para este ano, o evento terá uma área bruta de 28 mil metros quadrados.
O objectivo é colocar no mesmo espaço produtores nacionais e outros interessados em aplicar os seus investimentos no mercado nacional.

Mercado industrial
Na ocasião, o director-geral adjunto do Instituto de Desenvolvimento Industrial de Angola (IDIA), Lourenço Texe, explicou que o sector da Indústria ainda não atingiu os níveis desejados e que a situação actual serve de base para compreender as reais necessidades deste ramo.
Entre os sectores que já registaram níveis de produção à altura de atender o consumo interno, o responsável apontou o segmento das bebidas, cimento e materiais de construção.
Segundo o responsável, a agro-indústria consta entre os ramos mais procurados pelos investidores nacionais e estrangeiros.
Para ele, a realização destes eventos promove as potencialidades económicas e industriais do país, na perspectiva da diversificação da economia, criação de postos de trabalho, diminuição das importações e promoção das exportações.
A organização diz que as condições estão criadas para que os participantes possam negociar e proporcionar ferramentas destinadas para melhorar o ambiente de negócio.
Além da exposição estão previstas igualmente várias conferências, com destaque para a reflexão sobre a “Qualidade e eficiência dos materiais de construção civil”, a ser realizada pela Associação das Indústrias de Materiais de Construção de Angola, assim como a atracção de investimentos e novas fontes de rendimento para a indústria, acto que será realizado pelo Ministério de tutela.

Troca de experiência
No ano passado, o ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, disse na cerimónia de abertura da 14ª edição da Feira Internacional de Equipamentos e Materiais de Construção Civil, Obras Públicas, Urbanismo e Arquitectura (Projekta/Angola), que o sector pretende adoptar iniciativas para um maior diálogo entre os agentes do ramo para a sua contribuição nas medidas e políticas públicas.
Considerou que o evento era “uma forma nova de interacção entre a tutela que representamos e os mais diversos intervenientes do Sector da Construção e Obras Públicas, como forma de obtermos, em última instância, um compromisso que melhor nos conduza a projectar e construir com qualidade, segurança e durabilidade”.

Pólos industriais
podem garantir
competitividade

Os pólos de desenvolvimento industrial do país estão aquém de garantir a eficácia na dinamização da economia nacional, facto que exige o seu imediato reajustamento, admitiu, na passada segunda-feira, o arcebispo cessante da província do Huambo, dom José de Queiroz Alves.
Falando em conferência de imprensa, acerca do primeiro ano de governação do actual Presidente da República, João Lourenço, o prelado católico lamentou o facto de tais pólos de desenvolvimento industrial não serem capazes de transformar os recursos naturais do país em bens económicos que tornem a economia nacional cada vez mais robusta e sustentável.
Por esta razão, disse que a revitalização dos mesmos deve constituir um dos grandes desafios do Presidente da República, no sentido de ir criando oportunidades e estratégias que possam dar um rumo desejado ao processo de desenvolvimento nacional.

Potencialidades
Reconheceu que Angola tem grandes potencialidades, sobretudo na área agrícola, com solos, recursos e clima favoráveis, para uma produção desejável, mas que a falta de um sector industrial mais transformador para converter os produtos daí resultantes em bens sustentáveis para a economia, constitui o principal empecilho para o crescimento económico.
Considerou fundamental que o programa de implementação dos pólos de desenvolvimento industrial seja reajustado, com novas políticas que garantam um funcionamento mais adequado e a atracção de mais investidores, bem como a criação de mais postos de trabalho.