O potencial do sector madeireiro e do ramo mobiliário constitui uma cadeia produtiva com elevado potencial suficiente para ajudar a alavancar a economia nacional, apenas como a utilização da madeira como matéria prima nacional.
Esta afirmação foi feita pelo ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico, Manuel Nunes Júnior, durante a cerimónia de abertura da primeira Edição da Feira das Indústrias do Mobiliário de Madeira de Angola, que teve início no dia 6 e termina a 8 do corrente mês, na Zona Económica Especial (ZEE).
Por outro, o Ministro de Estado reconheceu, que actualmente, esta indústria apresenta baixos níveis de integração vertical e horizontal, que precisam ser resolvidos para dar um outro impulso ao sector, uma vez que a promoção do seu adensamento pode ser feito através do desenvolvimento de produtos mais baratos, como os laminados, os aglomerados de madeira e pelo desenvolvimento de outras indústrias a montante, como o caso das ferragens, acessórios de plástico, colas, vernizes, tintas e outros.
Para a sua resolução, disse, o Governo vai reforçar esta cadeia produtiva e torná-la mais competitiva, sobretudo, no fornecimento de produtos para a construção civil, acrescentando ser importante levar a cabo uma política coerente e sistemática de plantação de madeira que não seja onerosa, em particular pinheiros e eucaliptos, para permitir o aumento, diversificação de laminados e aglomerados de madeira.
“Temos que apostar na produção de mobiliário a partir da madeira tropical, já que este tipo de madeira tem um elevado preço nos mercados internacionais e a sua mobiliário ser de alta qualidade”, referiu.

Alianças estratégicas
No que diz respeito à progressão do sector madereiro, o responsável considera ser importante, que os produtores nacionais façam alianças estratégicas com parceiros internacionais de modo a adquirir “Know-how” necessário para realização de actividades produtivas neste domínio com uma maior eficiência e competitividade possíveis.

Acesso ao crédito
Manuel Nunes Júnior aproveitou igualmente a ocasião para anunciar o arranque do “Programa de Financiamento”, nos próximos dias através do qual, os Bancos Comerciais vão aumentar o crédito para os investimentos, com vista ao aumento da produção nacional.
Em relação as taxas de juro e custos associados ao crédito para alguns destes produtos, o ministro de Estado assegurou, que estes não excederão a taxa anual de 7,5 por cento. As compras do Estado, com destaque para o abastecimento das Forças Armadas e da Polícia Nacional vão priorizar a aquisição da produção nacional sobretudo para os 54 bens da cesta básica.

Cabinda recupera indústria madereira

O governo provincial de Cabinda prevê investir cerca de 10,5 milhões de euros na recuperação da indústria madeireira, com incidência para o complexo Pau-Rosa, ex-Mabel (Madeiras de Belize), paralisado há cerca de 20 anos.
Segundo o secretário da província de Cabinda para a Indústria, Geraldo Ndubo Paulo, o valor previsto deverá ser reajustado, tendo em conta que a empresa a quem foi adjudicada a obra, em 2006, tarda em iniciar os trabalhos, apesar de ter recebido um pagamento adiantado.
A madeira é tida como um dos recursos mais valiosos e dos mais importantes na economia da província, em particular, e do país, em geral.
No quadro do Programa Nacional de Desenvolvimento, o governo provincial está empenhado em recuperar e renovar o parque industrial de transformação de madeira, a sua segunda maior fonte de receitas depois do petróleo.
Num passado recente, o sector madeireiro alavancou a economia local com a produção de laminados e prensados (contraplacados), através das variadas espécies caras e raras que a floresta do Maiombe possui.
O complexo Pau-Rosa, ex-Mabel (Madeiras de Belize), foi a principal unidade de transformação de madeira na província, com uma produção anual estimada em 15 mil metros cúbicos de contraplacados e laminados e sete mil e 500 de madeira serrada.
Em 1994, uma avaria da sua caldeira, principal equipamento na produção de prensados (laminados e contraplacados), provocou a paralisação do complexo Pau-Rosa.