O Instituto Nacional de Estatística (INE), procedeu no passado dia 15 ao lançamento do Inquérito trimestral ao Emprego em Angola 2019 (IEA-2019), uma operação estatística a ser realizada por amostragem, com cobertura nacional (nas áreas urbanas e rurais) tendo em conta as recomendações mais recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Empenhado em cumprir com o seu plano de actividade e o plano de acção de Estratégica Nacional de Desenvolvimento Estatístico (ENDE) 2015-2025, o INE irá realizar ainda este mês de Abril o inquérito ao emprego em Angola (IEA 2019).
Segundo um ofício chegado à nossa redação, o inquérito, cujo processo de recolha será durante o ano de 2019, vai cobrir todas as províncias do país, incluindo as áreas rurais e urbanas.
O inquérito ao emprego em Angola 2019, segundo avança o documento, tem como principal objectivo, a caracterização da população face ao mercado de trabalho, visando a disponibilizar trimestralmente da estimativa de emprego e desemprego, bem como a produção de indicadores para responder as directrizes traçadas no Programa de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, (Eixo 2:XIII-Políticas de Emprego e Condições de Trabalho) e para monitorar o progresso realizado no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, particularmente o objectivo 8 (trabalho digno e crescimento económico).
O INE informa ainda que, para esta operação, os agentes de campo estarão devidamente identificados com a indumentária completa de camisola e chapéu de cor cinza.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), resultantes do Inquérito sobre Despesas, Receitas e Emprego (IDREA 2018/2019), realizados no período de Março de 2018 a Fevereiro de 2019, numa amostra de 12.448 agregados familiares distribuídos pelas 18 províncias, estima a taxa de desemprego, emprego, actividade e inactividade de 28,8 por cento.
O INE define a taxa de desemprego como sendo o número de pessoas com idade compreendida entre 15 ou mais anos que, no período de referência (últimos 7 dias anteriores ao inquérito), se encontravam sem um trabalho remunerado nem qualquer outro e que está disponível para trabalhar, de forma remunerada ou não.
A taxa de desemprego é mais acentuada entre as mulheres. Contudo, a situação tende a ser mais desafiante entre os jovens, onde a taxa de desemprego apurada chega aos 62,4 por cento na idade compreendida entre 15 e 24 anos, isto é, em cada 100 jovens com idade compreendida entre 15 e 24 anos, pelo menos 60 estão no desemprego.

Pape vai formar empreendedores

Doze mil jovens serão formados nos domínios do empreendedorismo e gestão de negócios e 15 mil capacitados em cursos de curta duração, no âmbito do Plano de Acção para a Promoção da Empregabilidade (PAPE), durante os próximos três anos (2019/2021).
Os dados foram divulgados, terça-feira em conferência de imprensa, pelo ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, Jesus Maiato, durante a qual fez saber que os beneficiários serão dotados de ferramentas essenciais para levar a cabo pequenos negócios capazes de gerar renda familiar.
O programa, cujo valor de execução está avaliado em 21 mil milhões de kwanzas, foi aprovado recentemente pelo Presidente da República, João Lourenço, em decreto 113/19 de 16 deste mês, e inclui, ainda, 10 mil microcréditos e a distribuição de 42 mil kits profissionais.
Além dos beneficiários directos, pretende-se, com a distribuição dos kits profissionais, promover o associativismo e beneficiar indirectamente 250 mil cidadãos.
O ministro informou que jovens desempregados e os que procuram o primeiro emprego são o público-alvo do Pape.
De acordo com Jesus Maiato, serão também apoiados os empreendedores já estabelecidos, bem como os emergentes, contribuindo-se assim para o processo de promoção da inclusão financeira, fiscal e social, além de fomentar o cooperativismo e o associativismo juvenil.  
Assegurou que os jovens, a serem formados nos diversos centros de formação, deverão beneficiar de estágios.