O coordenador técnico-adjunto do Instituto Nacional de Estatística (INE), Adão Fernando, afirmou em Ondjiva, Cunene, que o Recenseamento de Empresas e Estabelecimentos (REMPE), previsto para este ano em todo o país, vai contribuir para a estabilização macro-económica através de cedência de informações exactas sobre a situação real do sector empresarial em Angola. Falando no workshop de consulta pública para o recenseamento de empresas e estabelecimentos, o segundo a realizar-se 17 anos depois do primeiro em 2003, disse que a ideia é ter-se uma percepção exacta do sector empresarial no país. Adão Fernando referiu que, só por esta via é possível colher informações sobre a identificação, localização, caracterização e estruturação das empresas, e o seu modo de funcionamento para atingir os objectivos macroeconómicos, desenhados no Plano Nacional de Desenvolvimento 2018/2022. Por isso, sublinhou que o recenseamento de empresas e estabelecimentos vai permitir igualmente a formulação das políticas de desenvolvimento económico e social mais ajustadas e direccionadas para a realidade das comunidades. “O REMPE vai estender-se até ao sector informal no sentido de se perceber a real situação das actividades e estratégias para a sua formalização”, disse. O responsável sublinhou que, pretende-se com a realização do REMPE, melhorar o conhecimento sobre o sector informal e suas ramificações a nível do tecido empresarial do país, definir estrutura de custos das empresas e promover o registo estatístico. Adão Fernando, disse que vão ser recenseadas todas as unidades que exercem actividade económica no país, nomeadamente estabelecimentos, institutos públicos e instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias.

Sector empresarial
O vice-governador do Cunene para o sector Técnico e Infra-estruturas, Édio Gentil José, disse que, o recenseamento de empresas vai recolher em detalhe os custos de conta de fornecimento e serviços de terceiros, bem como os dados das principais demostrações financeiras das empresas.
O governante disse ainda que o REMPE representa um pressuposto fundamental na melhoria do ambiente de trabalho no domínio empresarial do país.
Édio Gentil José sublinhou que o instrumento vai contribuir para a elaboração da estrutura adequada do sector empresarial, fazer com que as empresas respeitem, os aspectos legais e cumpram com as suas responsabilidades fiscais.
Segundo o coordenador adjunto, o primeiro recenseamento de Empresas e Estabelecimentos (REMPE), realizado em 2003, permitiu conhecer o universo e estrutura da actividade empresarial de Angola, e possibilitou a constituição do Ficheiro de Unidades Estatísticas (FUE), que serviu de base para o desenho e selecção de amostras de inquéritos à actividade económica, e produzir informação estatística de base para as contas nacionais.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) já realizou o acto de auscultação e consulta pública sobre o recenseamento de empresas e estabelecimentos (REMPE), nas províncias do Huambo, Benguela e Uíge.