O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) tem por ano cerca de 67 mil vagas disponíveis para formação profissional de jovens nos 710 centros de formação pública e privada espalhados pelo país. A informação foi prestada pelo director-geral da instituição, Manuel Mbangui.
O responsável sublinhou que as áreas com maior procura são ligadas as tecnologias de informação e comunicação, hotelaria, restauração e corte e costura, constituindo os sectores que mais absorvem mão-de-obra.
No que refere a empregabilidade, Manuel Mbangui disse, os que se formam em corte e costura e informática são os que mais optam em criar o seu próprio negócio.
Por isso, frisou que o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) está a desenvolver um plano de acção de formação profissional e emprego para dar respostas aos desafios presentes, modernizando e equipando os centros para responder a demanda do mercado de trabalho, formando profissionais com qualidade e habilidades profissionais voltados para o bem fazer.

Auscultação
Os cursos leccionados nos centros de formação profissional são ministrados com base no processo de auscultação com empresários, sindicalistas e pela comunidade onde estão inseridos os centros.
“Por exemplo, quando desenhamos o centro de formação feminino do Rangel não tínhamos presente o curso de massagem e estética. Por isso, foi adicionado mediante a necessidade constatada pela comunidade durante o processo de auscultação”, disse Manuel Mbangui.
O gestor referiu que, em determinados casos já existe uma grelha de cursos pré-estabelecidos nos centros e se adiciona outros que se constata de necessidade imediata do mercado e com aceitável índice de empregabilidade. A título de exemplo, mencionou, o Centro Integrado de Formação Tecnológica (CINFOTEC) que adicionou o curso de Transporte Logística e Energia Renovável.
Por outro lado, as localidades que não têm unidades físicas de formação, não os inibe de dar formação. “Pois, temos unidades móveis de formação para colmatar este défice, a chamada formação itinerante, tirados num grupo de 1.168 formadores que a instituição dispõe. Por isso, procuramos mobilizar todos os recursos formativos para atingir este desiderato imprescindível se querermos combater a pobreza”, afirmou o director.
Manuel Mbangui fez saber ainda que são leccionados a nível da instituição cerca de 139 cursos ministrados por profissionais capacitados e com habilidades aceitáveis.
Para dotar de valência aos formadores, a instituição criou o Centro Nacional de Formação de Formadores (CENFFOR) tem capacitado com novos métodos de ensino e psico-pedagógicos para garantir que o processo formativo atinja seu objectivo que é formar com qualidade para o saber fazer.
Expansão
Manuel Mbangui disse que, o programa de expansão do centro faz parte do reforço da capacidade nacional de formação profissional e está inserida no Plano de Desenvolvimento Nacional (2018-2022). Para o gestor, o mercado de trabalho requer profissionais com habilidades e competências profissionais para desempenhar com zelo as funções sobre as quais foram contratados.
Daí que a formação profissional no final do processo formativo, o estudante deve saber fazer, ter as competências exigidas ao exercício prático das actividades este é o pilar fundamental das formações.
Mais de 40 mil jovens saiem todos os anos dos centros com qualificações para ingressar no mercado de trabalho.