O mercado informal em Angola movimenta cerca de 40 mil milhões de kwanzas mês, o equivalente a 65 por cento do peso total da economia nacional. O estudo mostra que, mensalmente, estes trabalhadores auferem um salário mínimo de 53,250 kwanzas.
A informação foi avançada ontem, quinta-feira, em Luanda, pelo docente Universitário e investigador, Alexandre Ernesto, durante apresentação do relatório sobre a “Economia informal em Angola: Caracterização do trabalhador informal”.
De acordo com o académico, o mercado informal constitui o maior distribuidor de produtos no país e tem como fonte os armazéns, superfícies comerciais legalmente estabelecidas e empresas privadas do sector das telecomunicações.
A maioria dos trabalhadores informais trabalham no comercio retalhista de bens alimentares e outros serviços. As mulheres constituem a maioria e tendem a dedicar-se mais a actividade retalhista em relação aos homens, que tendem a desenvolver actividades informais mais rentáveis em relação as mulheres. Quanto ao rendimento bruto de quem trabalha no mercado informal, o estudo mostra que o valor bruto em média ronda entre 50 kwanzas e cinco mil (5.107,43) por dia.
Entre as causas, o estudo aponta a incapacidade do governo em resolver os problemas do mercado informal apesar de conhecer os programas e instituições governamentais de fomento ao empreendorismo.
Em representação da Open Society Iniciative for África,  Elias Isaac precisou que o presente estudo trás indicadores estatísticos dos últimos três anos, pelo que a realidade actual deve ser mais dramático ainda a julgar pelo contexto económico. Por outro, aproveitou a ocasião para convidar os académicos angolanos a apostar na investigação científica.