Dois contratos de reservas de capacidades de serviços do Angosat1, o primeiro satélite angolano, foram assinados segunda-feira entre a Infrasat, gestora de vendas, e as empresas Televisão Pública de Angola (TPA) e Renatelsat, da RD Congo.
De acordo com o director-geral da Infrasat, Diogo de Carvalho, este acto marca o arranque das vendas dos serviços no mercado nacional e internacional, tendo em conta que a capacidade de cobertura vai da África do Sul à Itália.
“Este processo enquadra-se nas exigências internacionais que recomendam que se façam reservas até um ano antes do lançamento do satélite para que se tenha a garantia da rentabilização dos serviços”, disse.
Segundo o director, as empresas nacionais vão fazer o seu pagamento em kwanzas e os operadores de telecomunicações podem a partir de agora contactar o Infrasat para fazer as suas reservas de banda.
Quanto aos requisitos, o responsável adiantou que serão analisados caso a caso.
“Tendo em conta que o preço de megahertz em África ainda é alto, em relação a outras regiões, vai se estudar formas de se praticar um preço razoável”, acrescentou.
Neste contexto, a TPA assinou contrato de 32 megahertz e a Renatelsat com 36, podendo durante a utilização re querer mais.
Para o presidente do Conselho de Administração da Renatelsat, Richard Achinda Wahilungila, Angola teve o privilégio de ter um satélite e os países vizinhos têm todo interesse em aderir a estes serviços que vão melhorar as telecomunicações na região, daí a assinatura deste contrato de reserva.
Na ocasião, o ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, apelou as operadoras de serviços de telecomunicações a reservarem os serviços do Angosat1, com vista a melhoria da qualidade dos serviços no país.
“Estamos no momento das pré-vendas das capacidades do Angosat1, que terá uma capacidade de 22 transponde e cada com 72 megahertz, o que vai satisfazer as necessidades dos operadores, porque nas condições actuais o Angosat1 suporta até 15 mil antenas, e com os upgrades poderá suportar mais”, frisou o ministro.
Pelo menos 80 por cento dos serviços do Angosat 1 serão vendidos à empresas em Angola e noutros países que serão “iluminados” pelo satélite.
Os restantes 20 por cento serão divididos para questões estratégicas do Estado e questões sociais.
Nas questões sociais o destaque recai para a educação, saúde e fomento ao emprego com o empreendedorismo de base tecnológica.
O satélite angolano Angosat 1 está a ser construído na Rússia e tem seguinte segmento espacial: posição orbital 14.5 E, peso mil 55 quilogramas, peso de carga útil 262.4 quilogramas, potencia de carga útil três mil 753 W, banda de frequência CKu, número de repetidores 16C+6Ku e com uma vida útil de 15 anos.
O centro de controlo e missão de satélites do Angosat 1, localizado na comuna da Funda, município de Cacuaco, norte da província de Luanda, o tipo do Angosat 1, como um satélite geoestacionário artificial, está localizado a 36 mil quilómetros a nível do mar, tem a mesma velocidade da rotação da terra que e consegue cobrir um terço do globo terrestre.
A duração da construção do Angosat 1 está projectada para 36 meses. O satélite angolano vai possuir um centro primário de controlo e missão em Angola e outro secundário na Rússia.