Investidores estrangeiros ligados às empresas do sector produtivo e de comércio estão em Angola para fazer a prospecção do mercado em termos de ambiente empresarial e das oportunidades que os respectivos sectores oferecem.
Em declarações ao JE, os empresários mostraram-se optimistas quanto aos resultados que irão colher, pois, apesar do cenário macroeconómico mundial ainda desfavorável, pode-se notar uma melhoria nas relações comerciais com o resto do mundo.
Pedro Durão, director de vendas da Cotesi, empresa portuguesa de têxteis sintécticos que se dedica na produção de fios, cordas, redes e cabos de matérias-primas sintécticas e naturais, maior produtor mundial de fio agrícola, disse que se encontra no país para fazer um estudo do mercado.
“Estamos em Angola para fazer prospecção. Por isso, vamos ver se os resultados que estamos a colher serão favoráveis para depois fazermos a análise e avaliação do projecto de investimento, se dá para fabricarmos os nossos produtos localmente ou avançamos numa primeira fase para a importação”, disse o gestor.
Já o gestor da representante em Angola da marca Sicasal, LED, firma que expõem os produtos como chouriço, salsicha e congelados, tenciona ganhar novos clientes e consolidar a marca no mercado, com a deslocação do seu “know how” em Angola.
Para o responsável, a empresa actualmente se dedica na importação e comercialização por grosso dos produtos, “mas estamos a fazer um estudo para ver se dentro em breve passamos também a produzir internamente”.
Para o gestor, o mercado já está a ganhar credibilidade aos investidores, mas a componente divisa e matéria-prima continua ainda a ser um grande empecilho para o andamento normal do projecto.
“Estamos a analisar se implementamos progressivamente o processo de fabricação aqui em Angola, começando pela fabricação de ração, depois pela criação animal e passar para outra fase, visto que a produção local requer grande investimento em função da matéria-prima que ainda não é produzida em Angola, disse o responsável.
Uma outra empresa que está a analisar o mercado nacional é a Perene Primavera Industrial (PPI), subsidiária integral japonesa da multinacional Nnjong Communications Engeneering. A empresa que se dedica na comercialização de produtos do ramo informático está a efectuar um estudo de mercado para trazer a sua tecnologia em Angola.
Segundo o administrador da firma, Vincent Juin, a empresa actualmente se dedica somente na venda por grosso de equipamentos por encomenda, “mas agora estamos a pensar em trazer a nosso tecnologia à Angola.