O investimento directo líquido apresentou um agravamento ao passar de 452,5 milhões de dólares em 2016 para 8.749,3 milhões em 2017, este comportamento foi influenciado pela diminuição do investimento estrangeiro em Angola (passivos) em 7.217,3 milhões de dólares e o aumento do investimento angolano no exterior (activo) em 1.079,0 milhão de dólares norte-americanos.
Segundo o relatório do Banco Nacional de Angola (BNA) a que o JE teve acesso, o saldo do investimento directo estrangeiro em 2017 representou 7,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) contra 0,4 por cento do ano de 2016.
Em termos brutos, o documento sustenta que, o investimento directo registou entradas na ordem de 6.208,1 milhões de dólares contra 11.514,8 milhões de 2016, sendo a maior fatia alocada ao Sector Petrolífero que representou 96,1 por cento do valor total investido em 2017.
No lado das saídas, o relatório sustenta que, a recuperação das despesas de investimento do Sector Petrolífero situou-se em 13.260,5 milhões de dólares norte-americanos, enquanto o investimento das empresas angolanas no exterior foi de 1.352 milhão de dólares, totalizando uma saída de 14.957,4 milhões de dólares.

Investimento de Carteira
O relatório do órgão regulador do sistema financeiro angolano, assegura que em 2017, o saldo desta conta (investimento de carteira) apresentou uma melhoria considerável, ao passar de um défice de 16,6 milhões em 2016 para um superávite de 9,1 milhões de dólares em 2017, justificado pelo aumento da participação em fundos de investimento e da carteira de títulos dos bancos comerciais contra entidades não residentes.
No período em análise constatou-se uma redução nas categorias de investimentos, sendo que os activos de reservas registaram uma redução mais acentuada de 25,8 por cento, seguido do outro investimento com 15,6 por cento, ao passo que o investimento directo registou um aumento de 6,3 por cento, seguido do investimento de carteira com 0,1 respectivamente.
Por outro lado, o maior componente do passivo externo do país foram os empréstimos, seguidos do investimento directo estrangeiro, com saldos no final de 2017 avaliados em 49.830,5 milhões e 27.605 milhões, respectivamente, o que representam no agregado 94,4 por cento do total de passivos.
No entanto, a posição do investimento internacional líquido em 2017 atingiu o saldo negativo de 4.686,7 milhões de dólares, contra 2.589 milhões no período homólogo de 2016, correspondendo a menos 4,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), contra 2,5 registados em 2016.