O embaixador de Israel acreditado em Angola, Oren Rozenblat, disse nesta terça-feira em Luanda, que o seu país vai disponibilizar 60 milhões de dólares para a construção e apetrechamento de uma fábrica de painéis solares, entre as províncias do Namibe, Cunene e Cuando Cubango. O objectivo é melhorar o acesso à energia eléctrica no interior, com realce para as zonas mais recônditas. Segundo explicou, o seu país vai investir na infra-estrutura e de seguida, explorar por um período de 20 anos, fim dos quais, o fábrica passa para as autoridades angolanas. “O dinheiro está disponível, basta que o governo angolano accione os mecanismos bilaterais para que possamos iniciar os trabalhos de investimento”, disse.
Oren Rozenblat fez estas declarações durante o almoço-conferência que realizou com a imprensa angolana na sua residência em Luanda. Na ocasião, o embaixador explicou, que o seu país quer ajudar o governo angolano a alcançar os níveis de desenvolvimento económico desejados, nos sectores de energia, água e agricultura.

Cooperação
Além de cooperar no sector da produção de energia solar, o governo Israelita quer ligar Luanda-Telavive através da Taag (Linhas Aéreas de Angola), assim como a criação de parcerias de negócio no domínio da segurança cibernética, uma área de conhecimento , onde os israelitas estão apostar muito nos últimos dias.

Negócios
Questionado sobre o volume de negócios entre Angola e Israel, o responsável explicou que não é significativo mas, a dívida de Angola com o seu país ronda os 250 milhões de dólares.
A ocasião serviu igualmente para explicar aos jornalistas, que o seu país precisou apenas 35 anos para (1985-2017), para elevar o produto interno bruto (PIB) de 6.171 milhões de dólares para 40.144 milhões. Já dívida pública desceu de 159 milhões para menos de 58.7 milhões em 2017. As reservas líquidas do país ascenderam de 4 milhões de dólares para mais de cem milhões. E a taxa de desemprego desceu para quatro por cento.
O diplomata sublinhou por outro lado que o seu país investe até quatro por cento do OGE, para investigação científica, assim como a pesquisa para o desenvolvimento.
O turismo constitui a outra fonte de receitas para o país que recebe mais de 3.5 milhões de turistas por ano.

Formação
No domínio do ensino, precisou, que o seu país já formou, perto de 2000 angolanos, nos domínios da engenharia e segurança.
O embaixador de Israel para o mercado africano Gideon Behar, disse que Angola ocupa um importante lugar nas relações económicas com o seu país, depois da África do sul, principal parceiro económico no continente.
Para o diplomata o seu país é único que liga a África ao médio oriente por via terrestre daí, o interesse em reforçar as relações bilaterais interrompidas na décadas de 60.
“Estamos a trabalhar para recuperar a nossa parceria com o continete africano”, disse.