O Banco Português de Investimentos pretende com a iniciativa continuar o apoio de capitalização das parcerias de negócios entre investidores dos dois mercados.

O Banco Português de Investimentos (BPI) vai continuar a financiar as exportações para o mercado angolano, conforme garantiu o director adjunto da instituição para o mercado africano, Jorge Cruz, à margem da 16ª edição do Salão Internacional do Sector Agro-alimentar e de Bebidas (SISAB) que teve lugar em Lisboa (Portugal).

Em declarações ao JE, Jorge Cruz disse que o Banco Português de Investimentos (BPI) tem uma estratégia voltada ao apoio das exportações portuguesas para o mercado angolano, através de uma linha de crédito “Angola expresso” orçada em mais de 150 milhões de dólares. A iniciativa resulta da parceria entre o BPI e a sua congénere angolana BFA (Banco Fomento Angola), do qual é detentor de 50,1 por cento das acções.

“Temos uma parceria privilegiada com o nosso parceiro no mercado angolano, através do qual fizemos a ligação nos financiamentos para as empresas e investidores angolanos e portugueses, com interesses económicos nos dois países”, disse.

A linha de crédito está enquadrada na oferta do BPI para o financiamento das exportações portuguesas, assim como das importações de empresas de bens de consumo e intermédios residentes em Angola, sobretudo quando o exportador é cliente do BPI e o importador do BFA.

Jorge Cruz garantiu que vão continuar a financiar as empresas e clientes das duas instituições bancárias que operem no mercado angolano, porquanto os indicares do mercado angolano oferecem segurança para as operações efectuadas pelos dois bancos.

Garantia às partes

O BFA assume o risco do importador e, com a notificação do respectivo crédito documentário, o BPI confirma ou adianta, em Portugal, até cem por cento, o valor das exportações nas condições que vão desde o financiamento nos bens de consumo e intermédio, com prazo idêntico ao prazo de crédito aprovado ao importador. Esta operação inclui os descontos sem recurso sobre o exportador até cem por cento do valor das exportações, deduzido de juros e despesas e uma redução de cinquenta por cento sobre os juros nas comissões de exportação.

O responsável bancário fez saber que, por esta via, as duas instituições acertaram a disponibilização de um serviço de transferências eficaz para Angola, com condições competitivas, nomeadamente, preço fixo (7,5 euros, ou o equivalente em dólares) quando o ordenador é cliente do BFA e o beneficiário do BPI.

Nesta conformidade, conforme disse ainda, as propostas de financiamento bancário para as importações e exportações nos dois mercados são analisadas pelas duas instituições, sem se descurar os riscos que representam cada investimento.

Segundo explicou, o empresário recebe o financiamento em menos de noventa dias úteis e, fruto da parceria interbancária existente entre as duas instituições, as transacções são feitas obedecendo margens mínimas de custo.

Valores de crédito

Parta os investidores que garantem segurança e maior fiabilidade, o banco pode financiar margens consideráveis que podem ir até os 5 milhões de dólares.

O acordo permite a reciprocidade de financiamento dos capitais em investimentos. Por esta razão, todo o processo de transacção obedece regras de sigilo bancário, uma vez que também ao BFA pode ser enviado um cliente do BPI, que pretenda investir no mercado angolano.

No que se refere aos prazos de reembolso do crédito, Jorge Cruz garantiu que estes vão até os 12 meses, tratando--se de bens de consumo e 24 meses para os bens intermédios.

“Nós asseguramos condições especiais para empresas clientes do nosso banco que operam no mercado angolano”, garante.

Facilidade no atendimento

Para o atendimento ao cliente, as duas instituições bancárias criaram o Gabinete para Angola, uma unidade especializada do BPI que reúne conhecimento e informação relevante sobre o mercado angolano, tendo como objectivo apoiar as empresas que pretendem actuar em Angola nas suas actividades financeiras correntes. Do lado angolano, funciona no BFA uma unidade similar, designada por Gabinete de Apoio e de Cooperação Internacional.

Nestes, estão disponíveis equipas técnicas, que em conjunto com os centros de empresas e balcões BPI, em Portugal, assim como os do BFA, em Angola, preparam as condições necessárias para apoiar as acções dos empresários na gestão corrente das suas necessidades financeiras.

Estes gabinetes prestam também informação sobre o mercado angolano e as empresas locais, além de um acompanhamento sistematizado aos clientes do BPI nas suas deslocações de negócios a Angola.

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