A província de Luanda acolhe de 5 a 8 de Junho próximo, a VII edição da Feira Internacional de Tecnologias Ambientais, sob o lema “Promover a economia circular em todos os sectores da vida nacional”.
O facto foi anunciado recentemente em Caxito (Bengo), pelo secretário de Estado do Ambiente, Joaquim Lourenço Manuel, durante o acto que marcou o lançamento da campanha de promoção do evento tendo realçado ser uma verdadeira educação ambiental.
“Ambiente Angola 2020”, terá lugar na Baía de Luanda, onde empresários nacionais e estrangeiros vão abordar e apresentar várias tecnologias ambientais.
A par disso, terá a componente exposição que contará com 150 expositores nacionais que inclui governos provinciais, empresas públicas e privadas, associações de carácter ambiental e do exterior.
O ciclo de conferências contará com 32 palestrantes a participação de 900 pessoas numa área total de 5.000 metros quadrados onde os temas são soluções para gestão de resíduos sólidos, líquidos e gasosos, eficiência energética, energia renovável e serviços ambientais.
Importa realçar que, o evento é totalmente gratuito para as pessoas interessadas em assistir as conferências, visitas aos stands dos expositores e a organização prevê mais de 7.500 visualizações.
O governante realçou, nos três dias do certame o Ministério do Ambiente prevê a realização de um ciclo de conferências com temas ligados à economia circular, crescimento da economia verde e crescimento da economia azul.
“O nosso propósito desde que assumimos este compromisso governamental é de tornar a economia angolana, numa economia sustentável de onde devemos aumentar a eficácia e a eficiência da produção e então aproveitar o que hoje chamamos resíduos que na verdade são matérias-primas”, disse.
Indicou ser urgente investir na gestão ambiental por exemplo no sector agrícola diminui gastos com energia, garante mais produtividade, conserva melhor a fauna e a flora e melhora a qualidade de vida dos cidadãos.
Na ocasião fez saber que é interesse do seu pelouro que haja maior eficácia da economia nacional dentro dos parâmetros de equidade, equilíbrio ambiental e onde se respeita o ambiente mas também se aumenta a produtividade.
Disse ainda, que até ao momento cerca de 50 empresas faltosas foram notificadas em todo o país, e num prazo de aproximadamente três meses vão ser reavaliadas para se verificar o cumprimento das exigências.
Disse ainda que, o Ministério Ambiente está a facilitar o licenciamento ambiental para as empresas via on-line, evitando assim filas e constrangimentos do passado.
“Temos um sistema integrado para as questões ligadas as licenças, já devem mandar os documentos para o ministério, mas sim através do recurso à internet no seu gabinete recorrer ao nosso portal evitando perca de tempo”, alertou.
Neste particular revelou que em breve a vila de Caxito, pode contar com uma empresa de captores de lixo, a exemplo que já existe em Luanda, Benguela e Namibe embora de forma ainda tímida.
Por sua vez o vice-governador para o sector Político e Social do Bengo, José Bartolomeu Pedro, disse que o evento vai incentivar a região a melhorar a selecção, recolha dos resíduos sólidos e na criação de pequenas e médias empresas.
“Estamos satisfeitos por sermos a província de acolhe abertura da referida campanha de promoção da 7ª edição da Feira Internacional de Tecnologias, “Ambiente Angola 2020” inserido nas festividades do dia 31 de Janeiro dia Nacional do Ambiente”, concluiu.
As províncias do Bengo, Bié, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Lunda Norte e Moxico estão contempladas para o programa de sensibilização e informação sobre a feira sendo que no plano internacional constam o Brasil, Quénia e Portugal.
De realçar que o evento vai contar com uma gala de premiação com menção honrosa, melhor comunicação, participação provincial, projecto ecológico e de gestão ambiental.
Constam ainda melhor participação de serviço para o ambiente, consultoria ambiental, banca, exemplo de qualidade ambiental, inovação tecnológica, investigação científica e o grande prémio.