Os lucros da multinacional alemã Siemens registaram um crescimento de 18 por cento, no quarto trimestre fiscal, que terminou em
Setembro, para os 1,2 mil milhões de euros. O ganho por acção, no período em análise, foi de 1,42 euros, valor que compara com os
1,18 euros do trimestre homólogo.
As receitas da Siemens atingiram os 22 mil milhões de euros, o que representou uma subida de 3 por cento face ao período homólogo. A divisão de Power and Gas é das que mais cresceu, com um incremento a dois dígitos, devido ao desempenho registado no Egipto.
As encomendas registaram um decréscimo de 14 por cento, situando-se nos 20,3 mil milhões de euros, um valor influenciado
pelas encomendas registadas nas unidades de Power and Gas e Wind Power.
Sem os efeitos cambiais, as receitas teriam subido 5 por cento e as encomendas registado uma quebra de 13 por cento.
O negócio industrial manteve- se forte, situando-se nos 2,4 mil milhões de euros, com uma margem de 10,9 por cento. Este negócio aumenta na maioria das divisões, compensado por um balanço negativo na divisão Process Industries and Drives devido a ajustes de capacidade previamente anunciados.
Por unidades de negócio, a Siemens registou um crescimento de 22 por cento, no quarto trimestre fiscal, na unidade de Power and Gas, tendo alcançado os 509 milhões de euros.
As receitas aumentaram 10 por cento, para os 4,5 mil milhões de euros. Estes resultados, segundo dados da empresa, foram afectados positivamente pela grande encomenda do Egipto.
As receitas da unidade de Energy Management cresceram 3 por cento, para os 3,5 mil milhões de euros. E as encomendas cresceram 3 por cento, devido essencialmente aos produtos de alta voltagem e ao negócio de Digital Grid.
A área de Building Technologies foi afectada positivamente pelo negócio gerado nos EUA.
As encomendas cresceram 7 por cento, para os 1,7 mil milhões de euros, com as receitas a subirem 1 por cento para os 1,6 mil milhões.
O negócio da Mobility registou um incremento de 4 por cento, para os 2,7 mil milhões de euros.
A redução do número de grandes encomendas afectou essa rubrica no quarto trimestre fiscal. As realiencomendas caíram 5 por cento, para os 2,2 mil milhões de euros.
As receitas e as encomendas da unidade Digital Factory cresceram em todas as regiões, essencialmente na China. As receitas registaram um incremento de 5 por cento, com as encomendas a subirem 7 por cento.
Já na divisão de Process Industries e Drives as encomendas e as receitas caíram devido à quebra registada nos mercados de Oil and Gas. No período em análise as receitas caíram 7 por cento e as encomendas 3 por cento.
No Healthineers, as encomendas mantiveram-se praticamente aos mesmos níveis do período homólogo. As receitas subiram 2 por cento, influenciadas pelo negócio de diagnóstico por imagem

Dividendo
“O ano fiscal terminado foi um dos mais fortes da história da empresa. Colocando de parte o desinvestimentos de portefólio, foi mesmo o melhor. Trabalhámos arduamente e estou orgulhoso do que a nossa equipa global alcançou.
No ano fiscal de 2017 vamos continuar a trabalhar com concentração total na execução da nossa Visão 2020,” disse Joe Kaeser, Presidente da Comissão Executiva da Siemens.
Assim, as receitas e as encomendas registaram um crescimento de 5 por cento, para os 86,5 mil milhões e os 79,6 mil milhões de euros, respectivamente.