O Ministério da Energia e Águas vai reforçar, a capacidade de iluminação pública na cidade do Luena, capital da província do Moxico, com a entrega formal no passado dia 30, de quatro grupos geradores, perfazendo uma potência de 20 Megawatts (MW).
Segundo uma fonte da instituição governamental, o acto foi testemunhado pelo vice-governador para área Política Económica e Social, Alberto Masseca em representação do governador provincial.
Por ocasião da entrega formal, o governador em exercício, Alberto Masseca, manifestou a sua satisfação pelo gesto e afirmou que este acto marca uma nova era para a vida da província.
“Com estes 20MW, o Governo vai reforçar a capacidade de iluminação pública na cidade do Luena”, revelou.
Anunciou que, além deste projecto, o governo local vai aumentar a produção de energia eléctrica com entrada em funcionamento de painéis solares com capacidade de mais de 20 Megawatts, ainda este ano.
O acto simbólico de recepção, aconteceu no rio Pinto Lumeji e foi testemunhado pelas autoridades tradicionais e população daquela localidade.
Os grupos geradores da marca “Wartsila” estão a cargo das empresas Sinotrans e Orey.

Mais consumidores
O director da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) no Moxico, Gaspar Trindade, que prestou a informação à Angop, neste momento a empresa atende 14 mil clientes e, com a entrada em funcionamento da nova central térmica, tenciona aumentar o número de consumidores, abrangendo a cidade e todos os seus bairros periféricos.
O responsável disse que a sua empresa já trabalha no sentido de alargar a rede de distribuição da energia eléctrica para poder beneficiar
toda população interessada.
A propósito, o director regional da Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL), Manuel Paulo Muteca, afirmou que o novo grupo de geradores vai permitir que a empresa aumente a produção de 20 para 45.9 MW, suficiente para atender a demanda.
Os quatro geradores juntam-se às outras centrais térmicas existentes na cidade, totalizando uma potência de 45.9 MW.

Projectos estruturantes
Na sua estratégia de electrificação do país, o Governo angolano prevê para o quinquénio 2018/2022, concluir a implementação do Sistema Leste e implementar um novo corredor entre este Sistema e o Norte.
A política do sector na visão “Angola 2025” tem por base a racionalidade económica e critérios de equilíbrio territorial de modo a que a alocação de recursos financeiros fosse feita de forma optimizada garantindo, ao mesmo tempo, o desenvolvimento equilibrado do país e a redução das assimetrias regionais.
Segundo um documento do Minea, a electrificação plena do território representa um desafio técnico e financeiro não compatível com o horizonte 2025. Assim sendo, “a presente visão assume a meta e compromisso de levar a rede eléctrica e serviços modernos de energia a 60 por cento da população até 2025, o que implica mais do que triplicar a base de clientes actualmente existente.
“Devido à elevada concentração da população nas capitais de província e áreas urbanas é possível atingir a meta dos 60 por cento de diversas formas, tendo sido avaliadas três alternativas, nomeadamente o modelo de baixo investimento, expansionista e o equilíbrio ou economicista”, revela a fonte.
* Com Angop