O governo da Lunda-Sul e a Sociedade Mineira do Catoca estudam a possibilidade de aprofundar e melhorar, nos próximos quatro anos, a cooperação existente nos domínios dos investimentos públicos.
A informação foi avançada em Saurimo pelo governador da Lunda-Sul, Daniel Neto, no final da audiência concedida ao director-geral da Sociedade Mineira do Catoca, Benedito Paulo Manuel, que visou a apreciação do memorando de cooperação entre as partes, que está a ser executado.
O governante disse que o memorando prevê a construção de dois hospitais de referência na cidade de Saurimo, um pólo universitário, bem como a implementação de projectos agroindustriais, a serem financiados pela Sociedade Mineira do Catoca.
Ainda este ano e com conclusão prevista para Dezembro, as partes concordaram em instalar postos de iluminação pública nos bairros periféricos de Txizainga, Nhama, Sambukila e Txicumina.
O director-geral da Sociedade Mineira do Catoca assegurou a disponibilidade da empresa em colaborar com o Governo .

Garimpeiros ilegais
As autoridades tradicionais do Cacolo denunciaram a existência de garimpeiros ilegais nas zonas diamantíferas.
O governador disse que tal acto permitirá ao Governo, em parceria com as autoridades policiais, realizar devidamente o seu trabalho de fiscalização, no âmbito da “Operação Transparência”, que já abrangeu dois municípios da província (Cacolo e Saurimo).
Daniel Neto explicou que os sobas conhecem as pessoas que lidam directamente com a exploração ilegal de diamantes, principalmente os cidadãos estrangeiros e, por esse facto, devem ser os primeiros a denunciar às autoridades, para banir tal fenómeno.
O governador denunciou que, por causa da “Operação Transparência”, muitos garimpeiros transportam em carinhas o cascalho no período nocturno, sob custódia das autoridades tradicionais.
“Quem for apanhado será punido severamente, porque o papel das autoridades tradicionais é de ajudar o Governo na resolução dos problemas sociais”, disse.
“Sabemos que muitos estrangeiros estão escondidos nas lavras de cidadãos angolanos, em residências e noutros espaços. Chamo a atenção dos citadinos deste município a denunciá-los às autoridades, concluiu.