Empresários da Índia, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Eritreia fazem parte dos investidores estrangeiros que estão a aplicar recursos financeiros para a abertura de fábricas na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda/Bengo.
A título de exemplo, empresários dos Emirados Árabes Unidos investiram, na ZEE, na montagem de uma fábrica de produtos agrícolas, como de montagem de tractores, enquanto indianos estão a investir na montagem de uma fábrica de leite e de sacos de ráfia.
De acordo com fonte que falava à imprensa, essas unidades fabris podem entrar em funcionamento ainda em Novembro próximo.
A fonte referiu também que os empresários da Eritreia estão a instalar uma fábrica de sabão e sabonetes.
A Sociedade de Desenvolvimento da ZEE, criada em 2009, espera receber investimentos da China, França, Japão, Portugal, África do Sul e Estados Unidos da América.
Nos 10 anos de existência, foram inauguradas seis indústrias que permitiram a criação de 300 novos postos de trabalho.
Com 160 empresas instaladas, no âmbito do Programa de Privatizações (Propriv), vinte e cinco aguardam pela privatização, depois da alienação de cinco unidades fabris no decurso deste ano.
Na ZEE, estão instaladas fábricas ligadas à indústria alimentar, bebidas, metalurgia, de materiais de construção civil, plásticos, montagem de veículos, tintas e vernizes e carpintaria.
Além disso, encontram-se na ZEE serviços diversos de apoio aos industriais, como energia eléctrica, água, telecomunicações, unidade de bombeiros, Polícia, Migração e Estrangeiros, entre outros.
Na mensagem de aniversário dirigida aos trabalhadores e investidores da ZEE, o presidente do Conselho de Administração (PCA), Henriques da Silva, reiterou a abertura do espaço, para o investimento privado, considerando estarem criadas as condições para o efeito.
A diplomacia económica constitui uma das estratégias do Conselho de Administração da ZEE, para a atracção de novos investimentos, disse Henriques da Silva.
A ZEE Luanda-Bengo tem como missão principal desenvolver e gerir espaços infra- estruturados, flexíveis, com vantagens competitivas e segurança.
É também sua missão promover a produção interna, com qualidade, em substituição das importações e gerar emprego qualificado, com vista à redução da pobreza e elevação dos níveis de produtividade nacionais.