A operadora de telefonia móvel, Movicel, vai instalar até Dezembro deste ano, mais 60 antenas em todo o território nacional para reforçar as 800 já existentes com vista a expandir o sinal e aumentar a qualidade dos serviços prestados. Em entrevista ao JE, o director-geral da empresa, Gianvittorio Maselli, disse que um dos grandes desafios da operadora este ano, foi activar pelo menos 200 antenas com o sistema de electricidade da rede pública de modo a reduzir os altos custos com combustível.
“Os custos de manutenção dessas torres chegam a atingir 5 milhões de kwanzas/mês”.
Gianvittorio Maselli garantiu que a empresa está a implementar uma rede em fibra que conecta as cidades das províncias, cuja conclusão está
prevista para o final do ano.
O responsável acrescentou que está em curso a actualização das centrais de softwares junto da multinacional Sony Ericsson para garantir melhor qualidade de voz e internet, para reduzir os constrangimentos na comunicação.

Escassez de recargas
Questionado sobre a escassez de cartões de recarga verificada nos últimos meses, o responsável disse que houve algum atraso no pagamento junto dos fornecedores em função da falta de divisas, adiantando que tal falha só aconteceu às recargas de 700 kz que são as mais procuradas.
“Grande parte dos cartões de recarga são feitos na China, enquanto os SIM na África do Sul e França”, disse o gestor, salientando ter já conhecimento de uma empresa que está a fazer testes para a produção de cartões de recarga localmente, o que será uma mais-valia
nas despesas das operadores.
A Movicel dispõe de 35 agências em todo o país e prevê abrir mais três até Dezembro. Sobre a concorrência o gestor diz estarem preparados para a “guerra comercial”.