O administrador municipal da Matala, província da Huíla, Miguel António Paiva Vicente, convidou os empresários nacionais e estrangeiros a investirem no sector agro-pecuário, a julgar pelas potencialidades agronómicas existentes na região.
Ao falar à Angop, Miguel Vicente disse que a administração local do Estado tem em carteira projectos virados para o ramo da agricultura, de modo a contribuir no processo de diversificação da economia no país.
O responsável assegurou que o seu pelouro já identificou as prioridades, e com base nelas, os planos dos investidores serão executados para garantir melhores condições de vida aos cidadãos.
Frisou que a barragem hidroeléctrica da Matala está a gerar energia suficiente para dinamizar o processo de industrialização e, consequentemente, a arrecadação de receitas para os cofres do Estado vai aumentar.
Em 1954, a barragem que impulsionou definitivamente a vila começou a erguer-se na intersecção entre os rios Que e Cunene, acaparando as suas águas.
É a segunda maior cidade da Huíla. Depois da capital da província, é a mais movimentada e a que agrega maiores
esperanças de progresso.
A região é um tesouro agrícola de valor incalculável e as suas terras férteis sempre foram um grande chamariz.
Na época colonial, Matala era, a par da Cela (o actual Waco Kungo), um dos grandes colonatos projectados por Portugal para Angola.
A ideia era ambiciosa: atrair cerca de 15 mil famílias da então metrópole para lavrar as terras e desenvolver a indústria ganadeira.
Mas a partir de então, Matala vincou a sua vocação agro-pecuária.
O município da Matala dista 180 quilómetros a leste do Lubango e tem uma população estimada em mais de 249 mil habitantes, sendo o segundo parque industrial da província, a seguir ao Lubango.