Todos sonham prosperar no negócio quer por via formal ou informal. Abrir uma unidade, inovar para crescer a economia é o objectivo de muitos.
Mas para isso, é preciso dar o “tiro de largada” em alguma área. Sacrifícios, sagacidade e entrega são as notas indispensáveis para o sucesso.
O jovem Horácio Afonso, há muitos anos ganhou o “pão” como lotador de táxi, mas foi na prática de manicure e pedicure onde teve notoriedade.
Neste negócio ganhava em média 10 mil kwanzas por dia e com as poupanças, calculadas em cerca de 300 mil kwanzas, abriu uma pequena cantina.
O estabelcimento, segundo conta, está localizado no bairro Calemba II, em Luanda. Ali o interessado pode encontrar limas, batons, acetonas, lixas, entre outro material.
“Aqui podes encontrar todo o material necessário e meios para tornar a mulher muito mais linda. Este sucesso resulta de árduos anos de luta”, disse..

Pequeno mas acolhedor


O estabelecimento é pequeno, mas é visitado por muita gente. Há pessoas a entrecruzarem-se para chegar ao interior. No balcão estão duas jovens que atendem atenciosamente os clientes. Ganharam uma ocupação para serem remuneradas.
A pequena unidade é procurada por muitos jovens que se dedicam a esta actividade ambulante em diversos pontos de Luanda. Proprietários de salões inclusive.
O empreendedor conta que, adquiriu os meios de trabalho no mercado dos kwanzas e kicolo, para revender.
Disse que investe em média kz 30 mil/mês e consegue um lucro de 30 mil por semana. Isso implica que durante o mês tem um saldo 120 mil kwanzas.
Com a documentação toda certinha, como garantiu, e impostos em dia, Horácio pretende abrir mais uma loja no Golfe, local que considera fértil para o negócio.
“Comecei a lotar os táxis, depois trabalhei como manicure, actividade que considero rentável. Agora vou abrir mais lojas para dar trabalho aos outros”, disse.
Além da loja, Horácio diz que ainda tem dois jovens que trabalham por conta dele como manicures ambulantes, queprestam contas no final do dia.
Os dois, foram instruídos por Horácio e vão prestando serviços de género nos bairros periféricos.

Coluna
Maria Manguele é empregada da loja. Louva a iniciativa, pois, lhe permite estar ocupadae ganhar dinheiro. Pensa tanbém entrar no negócio de estética, assume.
Para si, o negócio é aliciante e parece que tem rendimento.
“Por aquilo que vejo é preciso ser negociante, desta forma vou proporcionar empregos para outros”. Segundo a jovem, se as pessoas tivessem iniciativas de género, o desemprego iria reduzir em Luanda.

A satisfação do cliente

Uma jovem esbanjava o sorriso por ter comprado o material de estética na loja.
 “Foi boa a iniciativa do jovem que está ajudar-nos no negócio que fazemos. Deixamos de percorrer longas distâncias para adquirir estes produtos e material”.
Assim, respondeu Sousa Caluete que tem o serviço de manicure e pedicure como seu sutento.
Além de ser próximo da sua residência, diz que os preços são ligeiramente baixos, se comparados com algumas casas que fazem o mesmo negócio na área.
O jovem ambulante, louva a iniciativa e promete seguir às mesmas peugadas.
“Vou tratar documentos e também abrir uma loja em Benguela, para ajudar os que praticam este negócio na minha banda”.
 Natural do Bocoio o empreendedor prefere montar a loja na cidade do Lobito, onde em sua opinião garante mais sucesso na actividade.
Um estudante de economia, identificado por Jorge Carlos, aponta que a empregabilidade passa pelo surgimento de mais pequenos negócios como este.
“O Estado não é capaz de empregar muita gente, o processo passa pela iniciativa privada”, disse.
Acrescenta que a economia deve ser assegurada pelo empresariado e não pelo Estado.
Na capital angolana esta actividade é realizada por milhares de jovens provenientes de muitos pontos e que encontram nesta actividade o sustento para as suas famílias.
Entretanto, é sempre este o propósito: a de lutar pela sobrevivência. Para tal é determinante ser-se resiliente e acreditar que, com trabalho, tudo é possível.