Mais de duzentos trabalhadores afectos a Empresa Nacional de Mecanização Agrícola (Mecanagro), em Luanda, paralisaram na terça feira as suas actividades, em protesto contra um atraso salarial de cinco meses. O facto foi avançado à Angop pelo porta-voz dos trabalhadores Pedro Pilala. “paralisamos a actividade porque estamos descontentes com a situação que vivemos. Temos família e uma série de encargos” disse. Segundo o porta-voz, o descontentamento é generalizado e o atraso salarial afecta os trabalhadores distribuídos pelas 16 províncias do país. O responsável frisou ainda que o que durante o encontro mantido com a direcção da empresa, provocou a ira dos trabalhadores foi o facto de o PCA ter informado sobre a não existência de dinheiro para fazer o pagamento gradual dos salários.
Contactado pela Angop, o presidente do Conselho de Administração da Mecanagro, Manuel da Silva, confirmou a existência de um atraso salarial de cinco meses, mas discorda da posição tomada pelos trabalhadores, por não ter respaldo legal. “Realmente existe um atraso salarial e estamos engajados na busca de soluções para se resolver esse problema. No entanto, achamos que os trabalhadores não têm o direito de fechar as portas porque não enviaram um caderno reivindicativo” disse. Apelou os trabalhadores a manterem a calma e serenidade, respeitando a lei, e a continuarem o processo negocial para que sejam encontradas as soluções adequadas para os problemas que afectam a empresa e os seus funcionários