Cerca de 42 por cento da população angolana tem acesso à energia eléctrica, dos quais 37 por cento é abastecida através de barragens hidrográfica e 5 depende de grupos geradores, segundo informou, o ministro da Energia e Águas, João Baptista, no programa “Grande entrevista”, da TPA. Para o ministro, com a construção da barragem de Laúca que neste momento proporciona metade da produção, nota-se melhorias no fornecimento e consumo, comparativamente com o passado recente, em que Luanda registava uma restrição de 16 horas com reclamações diárias na ordem dos 500. Fruto deste trabalho, está em curso na capital angolana, 300 mil ligações domiciliares correspondente a igual número de famílias que neste momento as suas residências estão iluminadas a partir de grupos geradores. Por outro lado, o ministro considera que os investimentos em curso permitirão daqui há 10 anos terminar com o problema de produção de electricidade em Angola, e manter os esforços para cumprir com o programa de distribuição que em muitos casos é “atropelado” por inacessibilidade de algumas áreas. João Baptista aponta que muitos fracassos no abastecimento de energia eléctrica deve-se principalmente ao crescimento desordenado urbano, e reconhece que metade da população angolana não consome energia eléctrica que pode ser superado tão logo terminem as obras em curso no sistema. Para trás fica o problema da falta de água para encher as barragens de Laúca e Cambambe , face a intensidade das chuvas registadas nos últimos tempos, notando-se o enchimento das comportas e reservatórios das duas infra-estruturas hidroeléctricas. O titular da pasta destacou também a conclusão da barragem hidroeléctrica do Luachimo, na província da Lunda Norte, num horizonte temporal de um ano, que poderá contribuir para a redução dos problemas de abastecimento de electricidade na região Leste. Quanto ao défice na distribuição eléctrica na província de Benguela, o responsável revelou que vai acabar com a reconstrução completa da linha de distribuição, que vai permitir realizar ainda este ano a ligação de 30 mil novas ligações domiciliares. O ministro aponta que a solução a médio prazo culmina tão logo que terminar a linha de distribuição que sairá da barragem do Cambambe, com previsão de ser implementado a partir do início do próximo ano. O Ministério da Energia e Águas vai trabalhar para efectuar ligações para às centralidades de algumas províncias que este momento vêem-se a braços com a falta de energia eléctrica. Em relação a iluminação pública, o gestor atribui o problema às acções de vandalismo no saque de cabos eléctricos nas vias, além da falta de recursos financeiros para a sua manutenção, provocando que muitas estradas das cidades permaneçam às escuras. Quanto à energia consumida no país, o ministro detalhou que Angola produz 60 por cento de energia eléctrica de fontes hídricas e 40 de origem térmica. O objectivo, precisou, é de alcançar uma taxa de electrificação do país acima de 60 por cento e satisfazer a crescente procura do sector industrial e das novas cidades em construção.

Mais água potável
Quanto ao fornecimento e abastecimento de água potável, o ministro revelou que a província de Luanda destaca-se, já que tem uma capacidade instalada de 1 milhão de metros cúbicos por dia, mas ainda assim, apenas metade desta capacidade chega ao consumidor.
Para debelar este problema estão em construção várias estações de distribuição de água em alguns pontos de Luanda, para aumentar o número de consumidores e rentabilizar a empresa. Revelou que cerca de 60 por cento da população em Angola, estimada em mais de 25 milhões de habitantes, tem acesso à água potável. De acordo com o titular da pasta, a distribuição de água potável à população continua a constituir uma das principais prioridades do Executivo, para os próximos anos. A principal preocupação do Executivo é aumentar a taxa de acesso nas zonas urbanas, que deverá atingir 85 por cento, nos próximos cinco anos. Para população das zonas rurais, a meta é atingir uma taxa de 80 por cento. Quanto ao programa “Água para todos” a sua execução está em cerca de 60 por cento. Para reduzir o número de reclamações por parte de consumidores, face às cobranças por estimativa, o ministro afirmou que está em conclusão um programa para a colocação de contadores. Para a capital está prevista a montagem de 1 milhão de contadores para a leitura dos valores consumidos. Anunciou que decorre na províncias do Bié, Huambo e Zaire, a construção de novas estações de distribuição e tratamento da água potável.