Jorge Pinto adiantou que a nova Lei de Investimento Privado e do empresariado nacional, oferece novos incentivos para que os investidores apostem no mercado nacional com direito a repatriar lucros e dividendos ganhos de capital, além de incentivos fiscais.
“E esses incentivos verificam-se principalmente, no apoio ao investimento nalgumas áreas como, agricultura, bebidas, embalagens, vestuário e materiais de construção também virado para exportação”.
Jorge Pinto que prestava declarações ao “JE”, disse que este cenário, abre o país para os empresários nacionais e estrangeiros à investir em sectores da economia nacional.
“Deve-se desconcentrar a indústria de dentro das capitais e redireccioná-las para os diferentes pólos industriais do país, para desta forma poder aproveitar o máximo da sua produção com maior acompanhamento a este segmento importante no processo de diversificação da economia nacional”, destacou.
Por isso, disse que em Angola em quase todas as áreas, além das políticas traçadas pelo Executivo como sendo prioritárias, existe oportunidades para o investimento privado, em função dos inúmeros recursos naturais que o seu subsolo possui, apontando como exemplo o sector mineiro.
Por isso, enfatizou que o Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO) teve um investimento global de 40,5 mil milhões de kwanzas.
O consórcio formado pela Impulso Industrial Alternativo, Instituto Geológico e Mineiro de Espanha e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia de Portugal é responsável pela pesquisa para determinar o potencial mineiro da região sul e sudeste, que abrange as províncias do Namibe, Huíla, Cunene, Benguela, Huambo, Bié, parte do Cuando Cubango e parte do Cuanza Sul, numa extensão territorial de quase 470 mil quilómetros.
As pesquisas vão também determinar o aquífero existente no deserto, o que pode permitir a prática da agricultura nesta e noutras zonas consideradas áridas.
Como resultados do Planageo foram identificadas cerca de duas mil anomalias geológicas, até ao momento, e 225 alvos prioritários. “Por essas razões é altura de chamar a atenção dos investidores e sensibilizá-los para o importante mercado que é Angola.
No entanto, Jorge Pinto é favorável à substituição da importação e primar pela produção local, para conferir aos produtores nacionais maiores rendimentos. Onde a indústria transformadora deve ser implementada de acordo com o conteúdo local.