O número de empreendedores na área de serviço de estofadores e serralharia na cidade do Cuito tem aumentado diariamente em função da redução na oferta de mobílias importadas nos estabelecimentos comerciais.Marceneiros, serralheiros e carpinteiros, encontram nestas profissões, várias formas para sobreviver e sustentaras suas famílias.
O JE fez uma ronda em várias artérias da cidade do Cuito, tendo confirmado que o número de estofadores e serralharias está a crescer em algumas zonas da província.No município do Cuito em particular, verifica-se o crescimento destes serviços prestados por nacionais e estrangeiros de origem asiática, na reciclagem de mobiliários de sala e de quarto.
António Joaquim gerente de uma marcenaria na periferia do bairro Azul disse que, desde a abertura da instituição, o número de clientes que diariamente procuram os serviços tem crescido.Segundo o gerente, os cadeirões, mesas de jantar, beliches e camas para casais, são os serviços mais solicitados pelos clientes nos últimos anos.
Em relação à aquisição de madeira para o fabrico de mobília de sala e quarto, António Joaquim lembrou que, “ adquirimos na província do Cuando Cubango porque a madeira do Bié é fraca e, não facilita economizar na produção de mobílias”, esclareceu.Chim Jean, de origem asiática, e proprietário de uma estofaria no bairro Sousa há três anos, disse que os materiais para fabricar cadeiras, camas e cadeirões são muito caros, por isso é que o produto final também tem o preço elevado.
Quanto aos preços das mobílias feitas nas marcenarias e serralharias, Chim Jean, disse que vão de kz 30 a 200 mil, dependendo do tamanho e a espessura da madeira.Chim Jean disse que, tem toda a documentação legal que lhe permite trabalhar por conta própria montando uma estofaria e uma serralharia.No que toca à proveniência da matéria-prima, disse que a madeiras é proveniente do Cuando Cubango e de Cabinda, comprada no mercado do Kicolo.Já Maria Odeth, vendedora e moradora no bairro militar, disse que as estofarias existentes no Cuito estão a aumentar desde que os importadores pararam com o negócio.Para a comerciante, Maria Odeth, o dólar está difícil no mercado informal, em função da escassez e está a ser comercializado entre kz 45 e 47 mil cada nota de 100 dólares. Por isso, muitos preferem comprar mobílias feitas no mercado, que chega a ser mais barata e mais durável também.