O presidente do Conselho de Administração da Mota-Engil, António Mota, afirmou que o grupo português tem em Angola uma carteira de encomendas “muito confortável” e prevê alcançar uma facturação de 279 milhões de euros no final de 2009.

“Temos uma carteira de encomendas (obras públicas) muito confortável em Angola, de cerca de 600 milhões de dólares (428 milhões de euros), e esperamos atingir este ano uma facturação de 390 milhões de dólares (279 milhões de euros)”, diz António Mota. Segundo o empresário, “Angola é o nosso mercado doméstico, por isso, não há médio nem longo prazo”.

Em 2008 “o volume de negócios no país foi de 301 milhões de dólares (216 milhões de euros), prevendo atingir os 390 milhões de dólares no final deste ano, e os objectivos são continuar a crescer a dois dígitos todos os anos”.

António Mota refere também que o grupo Mota-Engil está a estudar um projecto para, “muito proximamente”, vir a investir na reabilitação da habitação social no país. Em Angola há a necessidade de investir na construção de 2,5 milhões de habitações sociais nos próximos anos, uma área de negócio para a qual a Mota-Engil está atenta, pelo seu potencial de receitas.

O grupo Mota-Engil quer continuar a crescer no sector da construção, garante António Mota, destacando que tem três áreas de investimento prioritárias em Angola: a do material de construção, ambiente e área das energias renováveis, nomeadamente as mini hídricas.

O presidente do conselho de administração da Mota-Engil destaca também que, para lá destas áreas, Angola tem “tudo por fazer”, citando domínios como o da agro-indústria, das pescas, da agricultura e a área da distribuição. António Mota, diz igualmente, que no mercado angolano, o grupo venceu num consórcio com a Soares da Costa a empreitada para a requalificação da baía de Luanda, num investimento de 100 milhões de euros. De acordo com o empresário, o contrato da marginal de Luanda prevê também “a recuperação dos edifícios”.

A Mota-Engil está igualmente a constituir um consórcio, com parceiros locais e internacionais, para concorrer ao plano de construção de mini-hídricas em Angola. “Iremos construir, produzir e vender electricidade para a rede. Estou a falar de diversas cidades no país que necessitam de energia eléctrica para que haja desenvolvimento e crescimento económico”.

O responsável adianta que o líder português da construção deverá inaugurar, no quarto trimestre do ano, uma fábrica de cerâmica em Angola, a Novicera, num investimento de 35 milhões de dólares, e está a fazer um novo estaleiro em Viana, próximo de Luanda.