Em função dos inúmeros comentários sobre a construção do Angosat 2, anunciado recentemente pelo Governo, o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (MTTI) esclareceu, em comunicado de imprensa, que apesar de o satélite estar ainda em fase de construção na Rússia, Angola já tem se beneficiado de certas compensações que são decorrentes do compromisso contratual assinado entre os dois paises, no âmbito da gestão do projecto Angosat.
Assim sendo, o MTTI esclaresse que, enquanto se aguarda pela construção do Angosat-2, que teve início em 2018, o país se vai beneficiar de cerca de 288 Mega Hertz, equivalentes aproximadamente a dois cabos de fibra óptica em STM-1 (144 Mhz).
Apesar disso, o Ministério informa que as compensações não são abrangentes a clientes pré-contratados, ou seja, nenhuma empresa internacional fez algum pagamento antes ou depois do lançamento do satélite Angosat-1 e a indústria não recomenda à recepção de dinheiros antes da confirmação dos testes em órbita. “O que se faz e foi feito são contratos de promessa ou de intenção”.
Assim, no plano nacional, as compensações têm sido usadas por diversas instituições, designadamente, no sector da Saúde, com o programa de telemedicina já instalado no Huambo (todos os hospitais municipais), no hospital central do Luena e o programa seguirá com a cobertura do Moxico, Lunda Sul e outras províncias, o que permite que os pacientes a partir do local em que se encontram possam ter consulta de forma remota com médicos especialistas que se encontram em Luanda.
No domínio da comunicação social, através da TPA, as compensações têm sido usadas para transmissão dos programas “Bom Dia Angola”, partidas do Girabola, acontecimentos em directo e demais programas de entretenimento.
Nas zonas remotas, os operadores nacionais de telecomunicações usam para levarem comunicação onde não há ainda infra-estruturas de telecomunicações solidificadas, e através disto, disponibilizam serviços de telefonia e internet às populações destas áreas.
As compensações são ainda aplicadas em vários projectos públicos e de cariz social, com destaque para o projecto Angola Online, que é levar internet grátis às escolas e locais públicos. Existem já vários pontos instalados no país.
Por outro lado, o MTTI informa que a construção do Angosat-3 estará a cargo da gigante europeia Airbus, a maior construtora de satélite do mundo, realçando que o preço comercial do contrato do Angosat-3 é bastante atractivo, pois beneficiou grandemente das infra-estruturas terrestres já existentes e construídas no âmbito do Angosat-2, assim como toda experiência já adquirida pelos quadros angolanos.
O Angosat-3 é um satélite de observação da Terra com a finalidade de controlar as nossas fronteiras, terrestres e marítimas, fazer o levantamento e mapeamento dos recursos naturais, monitorar o meio ambiente e os desastres naturais. O Angosat-2 e o 3 diferem no tipo, forma e na aplicação. O Angosat-2 será um satélite para prestar serviços de telecomunicações e o Angosat-3 será de observação da terra.
Por isso, assegura a nota que todas estas acções vão permitir melhor gestão e controlo de todo investimento que o Estado angolano tem feito a nível do país, melhores comunicações nas zonas rurais e mais remotas, que terá um impacto na melhoria de vida dos cidadãos, assim como para indução e aparecimento da indústria espacial e subsequentemente a criação de empregos.