O governante teceu essas considerações na abertura do I fórum sobre oportunidades de investimento realizado no último fim-de-semana e que contou com vários investidores nacionais e estrangeiros.
No discurso de abertura, Carlos Alberto da Rocha disse que, a actividade pretende dar maior visibilidade às potencialidades de negócio da província do Namibe, apostando em novos investimentos e estratégias que satisfaçam o desenvolvimento, com vista o combate ao desemprego, a fome e a pobreza principalmente no seio da juventude e da sociedade em geral da província.
“Esta edição das Festas do Mar só foi possível graças ao apoio financeiro dos empresários locais, que se juntaram e traçaram metas para que o evento acontecesse”, frisou.
Reconheceu que a actual crise económica e financeira que o país vive tem dificultado a implementação de certos programas do Governo provincial do Namibe, como apoiar financeiramente actividades como as Festas do Mar.
Nesse tipo de actividades, ressaltou, o governo local presta apenas apoio institucional.
Doravante, anunciou, a realização das Festas do Mar do Namibe será de responsabilidade da classe empresarial.
Enalteceu a participação, empenho e criatividade dos expositores por terem contribuído para o sucesso da actividade, bem como elogiou o comportamento disciplinado e ordeiro da população, factores que ajudaram no sucesso da actividade.
Participaram nas Festas do Mar/2018 mais de cinquenta empresas ligadas aos ramos da agricultura, pescas, turismo, transporte, construção civil, cultura, prestação de serviço, indústria, têxtil, hotelaria, comércio, entre outras áreas.

Mais oportunidades
A directora da Academia de Pescas e Ciências do Mar, Carmen Santos, disse que o fórum abriu também oportunidade para alunos de outros países africanos estudarem na instituição.
Durante o evento foram discutidos vários temas como, “Namibe e os caminhos para o desenvolvimento, “o estado actual do empresariado privado”, “a legislação e o incentivo sobre matérias de investimentos”, “as condições e garantias para o financiamento aos projectos e os custos financeiros da diversificação económica”, entre outros temas.
Os prelectores dos painéis informaram aos investidores sobre a abertura do Governo da província perante os desafios da diversificação, assim como as oportunidades concretas existentes na província, em alinhamento com as prioridades definidas pelo Executivo, visando despertar os interesses dos investidores da posição estratégica da província como centro logístico do corredor do Sul de Angola.
A província vai também contar num futuro breve com o investimento estrangeiro nos sectores do turismo, pelo governo da África do Sul, das pescas pelo governo Rwanda e no da agricultura pelo governo do Quénia. Esta possibilidade foi avançada pelos embaixadores dos respectivos países presentes no colóquio.
O primeiro fórum sobre oportunidade de investimento, contou ainda com o apoio e parceria das empresas Soronel, 7mobile, On Time e Nossa Seguros.
De relembrar que Angola vive uma crise financeira, económica e cambial desde finais de 2014, decorrente da quebra para metade nas receitas com a venda de petróleo, que garante mais de 95 por cento das exportações nacionais.
Este indicador, adianta, que torna vulnerável a economia angolana, sugere a criação de alternativas de exportação ao petróleo.