A multinacional sul-africana de produção de embalagens metálicas para fábricas de bebida em Angola (Nampak) registou um desempenho positivo no exercício de 2018, apesar do ambiente económico difícil na maioria das geografias em que a empresa opera.
O controlo eficaz dos custos e a melhoria significativa na disponibilidade de moeda estrangeira em Angola resultaram no aumento da margem no mercado.
Segundo o documento que o JE teve acesso, o lucro das operações contínuas da empresa cresceu 29 por cento, ou seja, ascendeu para 1,2 bilhão de randes (cerca de 85,5 mil milhões de dólares), apesar da alta inflação, aumento de impostos e dos
preços dos combustíveis.
“Como a receita permaneceu praticamente inalterada, as iniciativas internas (contenção de custos, melhorias na eficiência operacional, retenção de clientes e segmentação de novos mercados), garantiram um crescimento nos lucros”, lê-se no documento.
O documento acrescenta ainda que, o dinheiro extraído de Angola, Nigéria e Zimbabwe foi 103 por cento superior, (atingiu 265 milhões de dólares), devido à continuação da liquidez na Nigéria e à melhoria da disponibilidade de moeda estrangeira em Angola.
Assim, o resto da África produziu resultados variados, embora a restauração da liquidez em Angola tenha chegado muito tarde, para compensar uma queda nos volumes.
A receita das operações contínuas caiu marginalmente para 17,3 bilhões de randes (cerca de 1,2 mil milhões de dólares), em grande parte como resultado do crescimento restrito
da receita dos metais.
O crescimento satisfatório do volume na Bevcan Nigéria e Divisão de Alimentos (DivFood) foi compensado por menores volumes na Bevcan Angola (fabricação de latas), uma vez que a escassez de moeda estrangeira no mercado angolano teve um impacto na aquisição de matérias-primas e nos volumes de produção.
Em função disso, a empresa continuou a sua estratégia, que forneceu um escudo de 1,6 bilhão de randes (cerca de 114,1 milhões de dólares) contra a desvalorização da moeda em Angola.
A National Amalgamated Packaging (Nampak), começou as suas operações em Angola em 2011, com a instalação da primeira fábrica de latas de bebidas. Actualmente é a maior fabricante de embalagens diversificadas de África, quer em volume, quer em receitas.
Além da matéria-prima maioritariamente proveneinte da África do Sul, a empresa utiliza ainda material reciclavel no mercado.