A Nampak Bevcan Angola, empresa sul-africana que actua no sector de produção de latas de embalagens para o mercado de bebidas, vai aumentar os seus investimentos no país para melhorar o seu desempenho no mercado nacional.
Segundo apurou o JE, a empresa que detém o monopólio de fabricação de latas de embalagens às empresas do sector de bebidas, no país, enfrenta algumas dificuldades, sobretudo na aquisição de divisas para importação da matéria-prima, no fornecimento de energia eléctrica, para alimentar as máquinas, pois, a rede eléctrica existente em Angola, não tem capacidade para gerar energia suficiente, o que obriga a empresa a recorrer aos grupos geradores.
Para minimizar os custos, a empresa adoptou a fabricação de sleek (latas de alumínio mais estreitas e longas que são usadas actualmente no mercado), que requer menos consumo de energia, ao contrário das anteriores que eram feitas de aço (as mais largas e curtas).
As latas sleek, segundo apurou o JE, facilitam a rápida congelação dos conteúdos e dão maior qualidade aos produtos pois, não enferrujam, ao contrário das latas de aço.
Amélia Azevedo, do departamento de marketing da Nampak Angola, disse ao JE que a empresa goza saúde financeira estável, pois, a firma possui todos meios técnicos para se manter no mercado, “mas a energia tem sido o grande “handicap” devido a fragilidade do sistema eléctrico nacional e a alta potência dos equipamentos”, disse a técnica.
A nossa interlocutora, disse por outro lado, que toda matéria-prima é proveniente da África do Sul, o que encarecia ainda mais o custo de produção devido os direitos alfandegários, “pois os minerais para a fabricação dos bens não são explorados em Angola”, sustentou.
No que se refere aos outros acessórios, Amélia Azevedo disse que, as tampas de lata para os seus clientes são produzidas pela empresa do grupo, em Joanesburgo, e é a única que fabrica esse material no continente africano.

Processo de reciclagem
Interrogado sobre a reciclagem do material já usado, a fonte assegura que, pelo facto de o alumínio ser uma commodity na bolsa de valores, as suas latas são mais atractivas para o negócio de reciclagem.
Por isso, a recolha de latas no mercado nacional está a ganhar força e além de ser uma fonte de receita de muitas famílias, as latas de alumínio estão a promover um meio ambiente mais salutar.
O JE apurou ainda que na África subsahariana existem somente três países com tecnologia de produção de latas de bebidas, designadamente, Angola, África do Sul e Nigéria.
Assim, o investimento da empresa em Angola tem permitido a utilização de tecnologia “worl class” com garantia do cumprimento dos padrões internacionais de qualidade, a eliminação das importações e a possibilidade de exportar, criação de investimento com garantia de emprego e de ser um grande contribuinte nas receitas fiscais gerando um impacto positivo na balança de pagamentos.