A multinacional sul-africana de produção de embalagens de bebidas, Nampak Bevcan Angola, está a procurar soluções para contornar a dificil situação que a empresa vive em função da actual conjuntura económica nacional.
Segundo dados a que o JE teve acesso, a actual situação cambial desfavorável que o país atravessa desde Março último, já levou à redução de 20 por cento da força de trabalho da empresa, a única que detém o monopólio de fabricação de embalagens à indústria de bebidas está a atravessar situações difíceis.
O relatório de desempenho da empresa assegura que, o primeiro semestre de 2019 foi bastante desafiador para vários negócios importantes do grupo Nampak.
A volatilidade cambial significativa que se regista no mercado nacional e as actuais condições macroeconómicas desfavoráveis retiveram o desempenho da empresa ao longo desse período.
O relatório sustenta que, em Angola, os volumes de latas de bebidas ficaram sob pressão, pois o kwanza desvalorizou-se em 49 por cento desde Março último.
“Isso corroeu a renda disponível e colocou o consumo sob pressão. À medida que a contribuição de Angola para os lucros diminuía, foram implementadas medidas rápidas de contenção de custos, incluindo uma redução de 20 por cento no número de funcionários no país” lê-se no documento.
A Nampak espera que a demanda em Angola se recupere nos próximos 12 a 18 meses, uma vez que a inflação salarial está a ter um efeito adverso no rendimento da empresa.
Durante a primeira metade do ano financeiro, prossegue o documento, a receita reduziu 4,0 por cento, em grande parte devido a uma queda nos volumes em Angola em função da menor demanda e à entrada de dois concorrentes na Bevcan na África do Sul . Assim, o lucro comercial foi negativamente impactado pelos volumes mais baixos em Angola, pressões de custo e margem nos negócios da divisão da alimentação e plásticos, tanto na África do Sul como no Reino Unido. A margem comercial total reduziu para 13,3 para operações contínuas, de 13,2 por cento.
O lucro do período incluiu um crédito de imposto de renda e diminuiu 9,0 por cento para 795 milhões de randes. O lucro básico de 820 milhões de randes, representando lucro básico por acção de 127,1c, diminuiu 2,0 por cento. O lucro por acção de 119,7 foi reduzido em 9,0.
A direcção da empresa, espera que a menor demanda do consumidor em Angola continue até que o poder de compra seja restaurado e a inflação salarial convergir com a dos preços ao produtor. ”