A Air Connection Express-Transportes aéreos assinou recentemente em Luanda um contrato de aquisição de 6 aeronaves do tipo Q400 com a fabricante canadense Bombardier.
Segundo uma nota de imprensa que o JE teve acesso, nos termos do contrato, a Bombardier compromete-se em formar 25 assistentes de bordo para a Air Connections Express – Transportes Aéreos. A empresa canadiana formará também dois instrutores para garantir a continuidade de treinamento de assistentes de bordo para a nova operadora, quando o normal só seriam formados 12 na compra de 6 aeronaves.
Quanto ao recrutamento da equipa de gestão e do pessoal técnico, a nota acrescenta que a Bombardier compromete-se em formar até 55 pilotos no Tipo Q400, quando o normal para a aquisição de 6 aeronaves deste tipo seriam 36. A Bombardier compromete-se ainda a dar formação a 40 mecânicos bivalentes, mecânicos e aviônicos em vez dos normais 25.
A fabricante garante a presença de um representante de campo em Angola pelo período de 36 meses de forma a assegurar o início da operação da transportadora.

Escolha da aeronave
A escolha deste modelo de aeronave regeu-se ao facto de ser a mais adequada em termos de performance e economia para o nosso mercado e estrutura de rotas.
As grandes empresas do continente africano como a Ethiopian Air Lines e a South African Express são operadoras de referência deste modelo. A Ethiopian Air Lines já opera 25 destas aeronaves e assinou na passada semana um contrato para aquisição de mais 15 aeronaves.
A fabricante canadense garante igualmente a presença de mecânicos para trabalhar nos aviões e dar formação em serviço aos técnicos angolanos durante 16 meses para homem, de forma a assegurar o início da operação. A empresa garante a assistência em Angola de pessoal técnico da fábrica para as primeiras duas grandes inspecções chamadas “Check-C”.
Para o arranque da operação, a Bombardier assegura a presença de instrutores da fábrica, quer a nível de mecânicos, quer pilotos e assistentes de bordo, para um período de 16 meses/ homem, que pode ser utilizado e ajustado conforme necessário.
O investimento da nova operadora aérea está avaliado em 143 milhões 400 mil dólares norte-americanos na perspectiva de compra das aeronaves modelo DH8-Q400.
Esta opção, segundo o documento, pressupõe a aquisição de um financiamento puro em que a perspectiva é que as aeronaves sejam adquiridas na sua totalidade, e façam parte dos activos da empresa. Este método apresenta uma grande flexibilidade financeira e pressupõe um valor residual da aeronave no final do contrato de locação, podendo consoante uma opção, passar a ser propriedade da “Air Conection Express, mediante um pagamento do valor final.
A nota sustenta ainda que, este financiamento está a ser montado por um sindicato bancário composto e liderado pelo Banco de Negócios Internacional (BNI) a nível local e pelos Bancos de Desenvolvimento Afrexim, sediado no Egipto e Export Development Canada (EDC), sendo que nas devidas proporções o BNI e o Afrexim financiarão o PDP e a dívida “junior”, e o EDC financiará a dívida “sénior”.
Está garantido a 90 por cento do capital para a aquisição das aeronaves e havendo a necessidade de aporte de capital por parte dos accionistas do valor de 10 por cento do capital e há a necessidade de apresentação de garantia soberana para asseguramento do financiamento.